20/05/2026 12:29:20
Polícia
“Meu sobrinho foi executado”, diz delegado de SE após reconhecer corpo no IML
Caso de policiais mortos em Delmiro ganha nova versão após fala de familiar de vítima
ReproduçãoYago Gomes Pereira, de 33 anos, natural de Sergipe, e Denivaldo Jardel Lira Moraes, de 47 anos
Todo Segundo

A investigação sobre a morte de dois policiais civis dentro de uma viatura descaracterizada ganhou novos desdobramentos nesta quarta-feira (20), após familiares das vítimas contestarem a versão apresentada inicialmente pelo policial preso pelo crime, em Delmiro Gouveia, no Sertão de Alagoas.

As vítimas foram identificadas como Yago Gomes Pereira, de 33 anos, natural de Sergipe, e Denivaldo Jardel Lira Moraes, de 47 anos, natural de Pernambuco. Os dois foram mortos a tiros durante a madrugada, enquanto retornavam de uma missão policial.

O principal suspeito é o policial civil Gildaty Góes, que foi preso poucas horas após o crime. Segundo a Polícia Civil, ele apresentava falas desconexas e sinais de desorientação no momento da prisão.

Novas informações revelam que os três policiais haviam participado anteriormente de uma confraternização familiar após o encerramento de uma ocorrência policial. De acordo com relatos obtidos pela imprensa local, o grupo teria ido à comemoração promovida por familiares de Denivaldo, em celebração à aprovação de um sobrinho em Medicina.

Conforme os relatos, Gildaty seria o motorista da viatura, mas teria afirmado que não possuía condições de dirigir devido ao consumo de bebida alcoólica. Diante disso, Yago assumiu a direção do veículo no retorno para o Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp) de Delmiro Gouveia. Denivaldo ocupava o banco do passageiro, enquanto Gildaty seguia no banco traseiro.

Segundo informações repassadas por testemunhas e reproduzidas por jornalistas da região, o policial preso afirmou inicialmente que estava dormindo no banco de trás e alegou não lembrar do que teria acontecido.

Durante a prisão, realizada por equipes coordenadas pelo delegado regional Rodrigo Rocha Cavalcanti, Gildaty teria repetido diversas vezes frases desconexas, dizendo: “Pergunta ao Denivaldo o que aconteceu”, mesmo após ser informado de que os colegas estavam mortos.

O caso ganhou ainda mais repercussão após um tio de uma das vítimas, delegado no estado de Sergipe, afirmar, ao reconhecer o corpo no Instituto Médico Legal de Arapiraca, que acredita que o sobrinho tenha sido executado.

“Meu sobrinho foi executado friamente”, declara tio após crime entre policiais civis. Queremos respostas e justiça”, declarou o delegado, emocionado, ao comentar o caso.

A declaração aumenta a pressão sobre as investigações e reforça dúvidas sobre a dinâmica do crime dentro da viatura. Até o momento, a Polícia Civil de Alagoas não divulgou oficialmente detalhes da perícia nem confirmou a motivação dos assassinatos.

O veículo onde ocorreu o crime foi periciado pela Polícia Científica ainda durante a madrugada. Os corpos foram recolhidos pelo IML de Arapiraca, enquanto colegas de farda e familiares das vítimas acompanharam os procedimentos em clima de forte comoção.

A morte dos dois agentes abalou a segurança pública no Alto Sertão alagoano e provocou uma onda de manifestações de pesar entre policiais civis da região.

E-mail: portaltodosegundo@hotmail.com
Telefone: 3420-1621

Todo Segundo - O maior portal de notícias do Agreste e Sertão de Alagoas.. ©2026. Todos os direitos reservados.