
As investigações da Polícia Civil de Alagoas indicam que o assassinato de Johanisson Lima, de 33 anos, supervisor das categorias de base do Clube de Regatas Brasil (CRB), teve motivação passional e não possui qualquer relação com torcida organizada ou com a atividade profissional da vítima. Johanisson foi morto a tiros na manhã da última sexta-feira (23), no bairro Santa Lúcia, em Maceió.
As informações foram divulgadas durante coletiva de imprensa realizada na manhã desta segunda-feira (26). De acordo com a Polícia Civil, a ex-companheira da vítima teria mantido um relacionamento com o homem apontado como mandante do crime. Após o fim desse relacionamento, ela teria tentado reatar com Johanisson, situação que, segundo a investigação, motivou o assassinato. A polícia reforçou que, até o momento, está descartada a participação direta da ex-companheira no homicídio.
Ainda conforme a apuração, o plano criminoso teria sido articulado desde dezembro de 2025. O valor acertado para a execução foi de R$ 10 mil, dos quais R$ 4 mil teriam sido pagos em espécie antes do crime.
Dinâmica do crime
A investigação aponta que Johanisson Lima foi surpreendido por trás pelo executor, que efetuou um disparo de arma de fogo na nuca da vítima. Após o homicídio, o autor fugiu cerca de 500 metros em uma bicicleta, que foi abandonada, e em seguida passou a utilizar uma motocicleta para deixar o local.
Imagens analisadas pela polícia revelaram a atuação de uma mulher e de outro comparsa na vigilância da vítima, repassando informações ao executor. O trabalho de investigação contou com o apoio do Departamento Municipal de Transporte e Trânsito (DMTT), que auxiliou na identificação da motocicleta utilizada na fuga, levando à prisão do homem responsável por dar suporte ao autor do crime.
Envolvidos e confronto policial
Ao todo, cinco pessoas foram identificadas na dinâmica do homicídio: o mandante, que segue foragido; um homem preso por dar apoio à fuga do executor; e outros três envolvidos — uma mulher de 28 anos e dois homens de 27 — que morreram após confronto com a Polícia Militar.
Durante a operação policial, os suspeitos reagiram à abordagem efetuando disparos contra as guarnições, que revidaram. Os três envolvidos foram alvejados, socorridos e encaminhados para unidades de saúde, mas não resistiram aos ferimentos.
Na ação, foram apreendidas três armas de fogo — uma pistola e dois revólveres — que serão encaminhadas à Polícia Científica para exames periciais, a fim de verificar se alguma delas foi utilizada no assassinato de Johanisson Lima.
A delegada Tacyane Ribeiro informou ainda que um dos mortos em confronto possuía extensa ficha criminal, com envolvimento em organização criminosa, homicídio e estupro coletivo, tendo recebido alvará de soltura em janeiro deste ano. Já o suspeito preso em flagrante responde por homicídio cometido em 2014 e cumpria pena em regime semiaberto.
Diligências continuam
O mandante do crime segue foragido, e a Polícia Civil de Alagoas afirma que as diligências continuam de forma ininterrupta para localizá-lo e efetuar sua prisão. Informações que possam contribuir com as investigações podem ser repassadas de forma anônima e segura por meio do Disque Denúncia 181.
Participaram da coletiva desta segunda-feira o secretário da Segurança Pública de Alagoas, delegado Flávio Saraiva; o secretário executivo de Políticas de Segurança Pública, coronel Patrick Madeiro; o delegado-geral da Polícia Civil, Gustavo Xavier; a coordenadora da DHPP, delegada Tacyane Ribeiro; o comandante-geral da PMAL, coronel Paulo Amorim; e o comandante da Rotam, major Helquias Pereira.

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