11/08/2026 15:19:43
Polícia
Crédito & Mercado nega ter orientado Iprev Maceió a investir no Banco Master
Empresa contesta documentos usados na investigação e afirma que não participou da decisão
Reprodução PF fez diligência no Iprev de Maceió em meio a caso dos R$ 117 milhões no Banco Master
Todo Segundo

A Crédito & Mercado negou ter orientado o Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Maceió (Iprev) a investir no Banco Master após ser alvo de busca e apreensão durante a operação realizada pela Polícia Federal na última segunda-feira (10).

A decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou as medidas, aponta que os investigadores buscam elementos relacionados a uma possível pressão externa para a liberação dos recursos.

Em nota encaminhada ao Portal Todo Segundo, a consultoria afirmou que não participou da decisão que levou o Iprev a realizar as aplicações e que também não foi procurada pelo instituto para produzir uma análise técnica sobre o investimento.

A empresa contestou a interpretação de documentos utilizados no caso e afirmou que houve uma associação indevida entre sua atuação e a aplicação dos recursos no Banco Master.

Segundo a Crédito & Mercado, os documentos chamados de Autorizações de Aplicação e Resgate (APRs) são instrumentos administrativos padronizados utilizados pelos regimes próprios de previdência para formalizar operações.

A empresa afirma que esses documentos não constituem pareceres técnicos, não representam recomendação de investimento e não expressam posicionamento da consultoria sobre aplicações financeiras.

“A Crédito & Mercado jamais foi procurada pelo IPREV Maceió para realizar análise técnica, não emitiu parecer e não recomendou a operação”, afirmou a empresa.

A consultoria também declarou que os APRs são documentos emitidos pelo próprio regime de previdência e que o modelo é utilizado para formalizar as operações.

Veja a nota abaixo

Esclarecimentos A Crédito & Mercado informa que teve conhecimento da decisão do ministro André Mendonça, com base na suposta investigação da polícia federal por meio da imprensa e entende que houve uma análise equivocada da documentação relacionada ao caso. O documento confunde APR (autorização de aplicação e resgate), que são documentos padronizados e administrativos que formalizam a operação. Os APRs não constituem de forma alguma pareceres técnicos, não representam recomendação de investimento e não refletem qualquer manifestação da Crédito & Mercado sobre aplicações financeiras. Esse modelo é disponibilizado pela secretaria, e é um documento simples que o RPPS emite e foi criado justamente para evitar fraudes financeiras.

No caso do investimento no Banco Master, a Crédito & Mercado jamais foi procurada pelo IPREV Maceió para realizar análise técnica, não emitiu parecer e não recomendou a operação. Ainda assim, não se sabe o motivo, mas a decisão atribui à empresa um papel que ela nunca exerceu, associando-a a uma decisão da qual não participou e sobre a qual jamais foi consultada e não possui nenhuma responsabilidade nisso. Trata-se de uma interpretação errada e falsa dos documentos, que produz uma narrativa incompatível com os fatos e causa grave prejuízo à reputação da empresa. A companhia se defenderá para demonstrar que não houve nenhuma participação das letras do Banco Master tanto a título consultivo e muito menos decisório. E assim que tiver acesso aos autos, a Crédito & Mercado apresentará todos os esclarecimentos necessários.

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