
A Polícia Civil de Alagoas informou que foi concluído o laudo pericial referente ao trágico acidente com um ônibus que deixou 16 mortos e diversos feridos, ocorrido em 3 de fevereiro, na rodovia AL-220, no município de São José da Tapera, no Sertão do Estado.
Segundo a corporação, o documento pericial traz informações técnicas detalhadas sobre a dinâmica do acidente e representa um elemento fundamental para esclarecer as circunstâncias que levaram ao capotamento do veículo. O laudo analisou fatores como condições do veículo, velocidade, sistema de freios e trajetória no momento do tombamento.
Apesar da conclusão do laudo, a Polícia Civil ressalta que as informações contidas no documento serão avaliadas em conjunto com outros elementos já colhidos durante a investigação, incluindo depoimentos de sobreviventes, testemunhas e diligências realizadas no inquérito.
A investigação ainda segue em andamento. Novas oitivas e diligências estão previstas para garantir o completo esclarecimento dos fatos, incluindo possíveis responsabilidades pelo acidente. A polícia reforça que todos os procedimentos estão sendo conduzidos com rigor técnico e cautela, buscando uma conclusão definitiva sobre as causas da tragédia.
Os resultados finais do inquérito policial serão divulgados tão logo todas as etapas da investigação sejam concluídas, permitindo que a população e as famílias das vítimas tenham acesso às informações oficiais.
O acidente
O acidente ocorreu na manhã do dia 3 de fevereiro de 2026, na rodovia AL-220, no município de São José da Tapera, no Sertão de Alagoas. Um ônibus que transportava cerca de 60 romeiros tombou em um trecho sinuoso conhecido como “S do Caboclo”, durante o retorno de fiéis que participaram da Romaria de Nossa Senhora das Candeias, em Juazeiro do Norte (CE).
A tragédia deixou 16 mortos – incluindo sete mulheres, cinco homens e quatro crianças – e dezenas de feridos, que foram encaminhados para unidades de saúde do estado, algumas em estado grave. O ônibus caiu em uma ribanceira e ficou parcialmente destruído, espalhando pertences dos passageiros pela rodovia.
O veículo, que estava irregular e realizava transporte clandestino de passageiros, não possuía autorização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), nem Certificado de Segurança Veicular, seguro ou Licença de Viagem.
O episódio é considerado uma das maiores tragédias rodoviárias recentes no estado, com impacto direto sobre as comunidades de Coité do Nóia e regiões vizinhas.

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