
O motorista José Hilton Daltro, de 53 anos, que morreu após ser espancado por populares depois de atropelar e matar uma criança de 2 anos no Vergel do Lago, em Maceió, estava alcoolizado no momento do acidente, segundo confirmou a perícia da Polícia Científica de Alagoas nesta terça-feira (22).
O caso aconteceu no dia 13 de setembro. José Hilton conduzia um Ford Fiesta quando perdeu o controle do veículo, invadiu a área externa de uma residência e atingiu duas crianças que estavam no local. O menino, de 2 anos, morreu. A irmã dele, de 4 anos, também foi atingida e ficou ferida.
Após o atropelamento, o motorista foi retirado do veículo e agredido por populares. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu no local. A Polícia Civil investiga tanto as circunstâncias do atropelamento quanto as agressões que resultaram na morte do condutor.
Exame encontrou álcool no sangue
De acordo com a Polícia Científica, o exame de alcoolemia realizado a partir de uma amostra de sangue coletada durante a necropsia detectou a presença de álcool no sangue em concentração acima do limite previsto na legislação brasileira para caracterização do crime de embriaguez ao volante.
A análise foi realizada no Laboratório de Química e Toxicologia Forense da Polícia Científica. O órgão informou que não foram identificadas outras substâncias, como medicamentos, na amostra analisada.
Segundo a perita criminal Lívia Rocha, responsável pelo exame, concentrações elevadas de álcool podem estar associadas a alterações na coordenação motora, equilíbrio, percepção e comportamento, conforme os parâmetros utilizados no laudo.
Os exames laboratoriais foram concluídos na segunda-feira (21) e encaminhados à delegacia responsável pela investigação.
Investigação continua
Apesar da confirmação da presença de álcool no sangue, a Polícia Científica ressaltou que a interpretação do resultado deve ser feita em conjunto com os demais elementos reunidos durante a investigação.
Os exames relacionados ao local do atropelamento e os exames cadavéricos ainda serão concluídos. Os respectivos laudos deverão ser encaminhados à autoridade policial para ajudar a esclarecer a dinâmica do acidente.
A perícia realizada anteriormente no local não encontrou marcas de frenagem na via, enquanto o velocímetro do veículo não registrava a velocidade no momento da ocorrência.
A Polícia Civil também já havia iniciado a coleta de depoimentos e requisitado imagens de câmeras de segurança para esclarecer o atropelamento e identificar as circunstâncias das agressões que provocaram a morte do motorista.

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