11/09/2026 12:15:44
Polícia
MP pede internação de adolescente suspeito na morte de homem em Igaci
Fábio Caetano, de 39 anos, morreu após sofrer graves lesões internas durante uma agressão
Reprodução MP pede internação provisória de adolescente suspeito na morte de homem em Igaci
Todo Segundo

O Ministério Público de Alagoas (MPAL) pediu à Justiça, nesta quinta-feira (10), a internação provisória do adolescente suspeito de envolvimento na morte de Fábio Caetano da Silva, de 39 anos, em Igaci, no Agreste de Alagoas. O jovem havia sido apreendido pela Polícia Civil antes da solicitação.

Além do pedido de internação, o MPAL apresentou uma representação para que seja apurado um ato infracional análogo ao crime de homicídio qualificado. O procedimento será analisado pela Justiça, que deverá avaliar as circunstâncias do caso e os elementos reunidos durante a investigação.

Segundo o Ministério Público, a medida de internação tem caráter cautelar e busca manter o adolescente afastado do convívio social durante a fase inicial da apuração. A representação foi apresentada pelo promotor de Justiça Kleytionne Sousa.

De acordo com os elementos apresentados até o momento, Fábio teria sido derrubado e imobilizado pelo adolescente durante uma discussão na terça-feira (8).

Ainda segundo a investigação, o homem teria sofrido uma agressão de natureza sexual, com a introdução forçada de um objeto rígido na região anal. A violência provocou graves lesões internas e intenso sangramento.

Fábio foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levado inicialmente para uma unidade de saúde de Igaci. Depois, devido à gravidade dos ferimentos, foi transferido para a Unidade de Emergência de Arapiraca.

Ele passou por cirurgia, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na quarta-feira (9).

Na representação encaminhada à Justiça, o Ministério Público afirma que a dinâmica da agressão e a intensidade da violência indicam, em tese, a prática de ato infracional análogo a homicídio qualificado.

O documento também menciona como possíveis qualificadoras o meio cruel e o motivo fútil.

A classificação jurídica ainda será analisada pelo Poder Judiciário. A eventual responsabilização do adolescente dependerá da apuração dos fatos e da análise das provas produzidas no procedimento.

O MPAL informou que acompanha a investigação realizada pela Polícia Civil e mantém contato com o delegado responsável pelo caso.

A Promotoria também solicitou que a Justiça oficie o Instituto Médico Legal (IML) para encaminhar o laudo do exame cadavérico realizado em Fábio. O documento deverá contribuir para esclarecer as causas e as circunstâncias da morte.

Como o suspeito é adolescente, a identidade dele não pode ser divulgada, conforme estabelece o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

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