25/02/2026 09:18:02
Polícia
PF deflagra operação e desmonta esquema milionário que lesou a Caixa em Alagoas
Mandados judiciais incluem prisões, sequestro de bens e quebra de sigilo de dados telemáticos
PFPF deflagra Operação Contrato Final e desmonta esquema milionário contra a Caixa em Alagoas
Todo Segundo

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (25), a Operação Contrato Final, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa suspeita de aplicar fraudes milionárias contra a Caixa Econômica Federal em Alagoas. As ações ocorreram em Maceió, Coruripe e São Luís do Quitunde.

De acordo com as investigações, o grupo era liderado por empresários e contava com a participação direta de um gerente da própria instituição financeira. O esquema consistia na utilização de documentos falsos e na criação de empresas de fachada para obtenção de empréstimos bancários de alto valor. Após a liberação dos recursos, os valores eram rapidamente transferidos para contas pessoais dos líderes ou para empresas vinculadas, em um processo característico de ocultação e dissimulação de patrimônio.

Além das fraudes de crédito, a investigação identificou indícios de um possível desdobramento ainda mais grave: a contratação de apólices de seguro de vida em nome de pessoas em situação de vulnerabilidade social. Segundo a Polícia Federal, há registros de que alguns desses segurados vieram a óbito em circunstâncias consideradas suspeitas logo após a formalização dos contratos, figurando integrantes do grupo como beneficiários das apólices. Entre os casos analisados, há indícios de mortes por afogamento.

A Polícia Federal informou que os elementos relacionados às mortes serão encaminhados ao órgão policial competente para as providências cabíveis, ampliando o escopo das apurações.

Nesta fase da operação, foram cumpridos 32 mandados judiciais, incluindo buscas e apreensões, prisões preventivas, sequestro de bens, afastamento cautelar de função pública e quebra de sigilo de dados telemáticos. Durante as diligências, foram apreendidos veículos de luxo, armas de fogo, balança de precisão e equipamentos eletrônicos.

Os investigados poderão responder pelos crimes de lavagem de capitais, estelionato majorado, falsidade ideológica, organização criminosa e obtenção de financiamento mediante fraude em instituição financeira. Somadas, as penas podem ultrapassar 30 anos de reclusão.

A operação foi conduzida pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Alagoas, com apoio do Grupo de Pronta Intervenção e do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar.

Em nota, a Polícia Federal ressaltou que fraudes contra instituições financeiras federais comprometem a integridade do Sistema Financeiro Nacional, além de desviar recursos que deveriam ser destinados ao fomento econômico e ao atendimento social da população.

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