
A Polícia Federal, a Receita Federal e a Corregedoria da Polícia Rodoviária Federal (PRF) deflagraram nesta terça-feira (9) as operações Sicarius I e Sicarius II, que têm desdobramentos em Alagoas e outros seis estados. A ação mira uma organização criminosa transnacional suspeita de atuar no contrabando de cigarros, importação ilegal de agrotóxicos, falsificação de documentos e placas veiculares, lavagem de dinheiro e corrupção de agentes públicos.
Ao todo, a Justiça Federal expediu 120 mandados judiciais, entre prisões preventivas, prisões temporárias e buscas e apreensões. As investigações também resultaram em bloqueios de contas bancárias, sequestro de bens, cancelamento de CPFs e CNPJs e abertura de procedimentos fiscais contra empresas ligadas ao esquema.
Segundo as autoridades, empresários e policiais rodoviários federais estão entre os alvos da operação. As medidas são cumpridas em municípios dos estados do Paraná, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Goiás e Pará. Já Alagoas aparece entre os estados alcançados por determinações judiciais relacionadas à apuração financeira e patrimonial dos investigados.
As investigações apontam que a organização criminosa possuía uma estrutura altamente organizada, com divisão de tarefas e atuação em diferentes regiões do Brasil. O grupo utilizaria empresas de fachada, pessoas interpostas e mecanismos de ocultação patrimonial para esconder a origem dos recursos obtidos por meio das atividades ilícitas.
Além das ações no território nacional, a Justiça autorizou medidas de cooperação jurídica internacional para identificar possíveis integrantes, empresas e ativos mantidos no exterior.
De acordo com a Polícia Federal, o objetivo da operação é desarticular a estrutura financeira da organização, interromper o fluxo de recursos provenientes dos crimes investigados e garantir a recuperação de bens que possam ser revertidos ao ressarcimento dos prejuízos causados ao Estado.
O nome "Sicarius" faz referência a um dos codinomes supostamente utilizados pelo líder da organização criminosa investigada.

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