
Seis romeiros que sobreviveram ao grave acidente com um ônibus na AL-220, em São José da Tapera, no Sertão de Alagoas, continuam internados em hospitais públicos do estado. A atualização foi divulgada nesta segunda-feira (9) pela Rede Estadual de Saúde, que acompanha a evolução clínica das vítimas.
De acordo com o boletim oficial, 23 pessoas feridas receberam atendimento na rede estadual após a tragédia. Deste total, 14 já tiveram alta médica, seis permanecem hospitalizadas e três foram transferidas para unidades não administradas pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau).
Entre os internados estão três crianças (2, 7 e 9 anos) e um adolescente de 13 anos. O caso mais preocupante é o de uma criança de dois anos, identificada pelas iniciais M.L.I.S., internada no Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió. Ela sofreu traumatismo cranioencefálico e fratura no tórax e segue em estado grave, sob cuidados intensivos.
Situação por hospital
• Hospital de Emergência do Agreste (HEA), em Arapiraca:
Permanecem internados um homem de 48 anos, uma criança de 7 anos e um adolescente de 13 anos — todos com quadro clínico estável.
• Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió:
Além da criança de dois anos em estado grave, segue internada uma criança de 9 anos, que já teve a sedação suspensa e permanece consciente na UTI pediátrica.
• Hospital Regional do Alto Sertão (HRAS), em Delmiro Gouveia:
Um homem de 40 anos continua internado após passar por cirurgia ortopédica no braço e segue em recuperação sob acompanhamento médico.
Sobre o acidente
A tragédia ocorreu na manhã da terça-feira (3), em um trecho conhecido como “Curva da Morte”, na AL-220. O ônibus, que retornava de Juazeiro do Norte (CE) com romeiros do município de Coité do Noia, capotou e caiu em uma ribanceira.
O acidente deixou 16 mortos — cinco homens, sete mulheres e quatro crianças — todos moradores de Coité do Noia.
A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar as causas do capotamento, enquanto a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) informou que o ônibus realizava transporte clandestino de passageiros e não possuía autorização para operar, além de não ter Certificado de Segurança Veicular (CSV), seguro obrigatório vigente nem Licença de Viagem (LV).

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