
A Justiça de Alagoas manteve, nesta terça-feira (27), a prisão preventiva de Ruan Carlos Ferreira de Lima Albuquerque, apontado pela Polícia Civil como o suspeito de ser o mandante do assassinato de Johanisson Carlos Lima Costa, conhecido como “Joba”, coordenador das categorias de base do CRB.
A decisão foi tomada durante audiência de custódia e ocorre em meio ao avanço das investigações, que já esclareceram a dinâmica do crime e descartaram qualquer participação da ex-esposa da vítima.
O crime
Joba foi morto a tiros na última sexta-feira (23), ao sair de casa no bairro Santa Lúcia, em Maceió. Segundo a investigação, ele seguia para o CT Ninho do Galo quando foi perseguido por um ciclista e executado com um disparo à queima-roupa. O homicídio foi rapidamente caracterizado como crime encomendado.
O executor do crime foi identificado como Raul Silva de Melo, de 27 anos, que morreu em confronto com a Polícia Militar no domingo (25), no bairro Clima Bom. Outros dois suspeitos — José Cícero Aprígio da Silva, 27, e Ana Tássia da Silva Santos, 28 — também morreram após reagirem a ações policiais. O motociclista que apoiou a fuga do atirador, Symeone Batista dos Santos, foi preso no fim de semana, confessou participação e segue detido.
Audiência e defesa
Durante a audiência, o juiz Yulli Roter ouviu o Ministério Público e a defesa antes de decidir pela manutenção da custódia de Ruan, que será encaminhado ao sistema prisional.
O suspeito havia se apresentado à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) na noite de segunda-feira (26), acompanhado de um advogado, após ter deixado o estado logo depois do crime e retornado dias depois.
Em entrevista à TV Pajuçara, o advogado Napoleão Júnior classificou a prisão como desproporcional, destacando que o cliente se apresentou espontaneamente. A defesa solicitou que Ruan permaneça em cela separada, alegando necessidade de preservar sua integridade física e psicológica.
Motivação e investigação
A Polícia Civil mantém a linha investigativa de que o homicídio foi motivação passional, causado por ciúmes. Ruan teria oferecido R$ 10 mil para a execução de Joba.
A delegada Tacyane Ribeiro, coordenadora da DHPP, reforçou que, até o momento, não há indícios de participação da ex-esposa da vítima no planejamento ou execução do crime.
A investigação continua, com foco na elucidação completa da dinâmica do assassinato e identificação de todos os envolvidos.

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