
Dois homens morreram na manhã desta terça-feira (10), após entrarem em confronto com policiais durante uma operação realizada em Maceió e no município de Campo Alegre, no Agreste de Alagoas. Eles eram investigados por participação no assassinato do empresário José Geraldo Oliveira Fonseca, de 39 anos, conhecido como “Geraldo do Abacaxi”.
A ofensiva policial ocorreu nas primeiras horas do dia e foi resultado de uma ação integrada entre as polícias civis de Alagoas e do Tocantins. O trabalho faz parte das investigações que apuram o homicídio do produtor de abacaxis, ocorrido na cidade de Miranorte, no interior do Tocantins.
Conforme as investigações, os dois suspeitos seriam naturais de Alagoas e teriam sido contratados para executar o empresário. A identificação e localização da dupla no estado foram possíveis após levantamentos realizados pela Diretoria de Inteligência Policial (Dinpol).
Em território alagoano, a operação tinha como objetivo cumprir dois mandados de prisão no bairro do Bom Parto, em Maceió, além de outro mandado no município de Campo Alegre. Também foram expedidas quatro ordens judiciais de busca e apreensão.
Durante o cumprimento das determinações da Justiça, os suspeitos foram localizados e, segundo a polícia, reagiram à abordagem, dando início a uma troca de tiros com as equipes. Ambos foram baleados, chegaram a ser socorridos e levados para uma unidade de saúde, mas não resistiram aos ferimentos.
Ainda de acordo com a Polícia Civil, os investigados possuíam histórico de envolvimento em crimes graves, incluindo roubos a instituições financeiras e ameaças contra autoridades públicas, sendo considerados de alta periculosidade.
Além da ação em Alagoas, outras quatro pessoas foram presas suspeitas de participação no assassinato. Três detenções ocorreram em Miranorte, no Tocantins, e uma no estado do Rio de Janeiro.
A operação foi coordenada pela Diretoria de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco) e pela Diretoria de Inteligência Policial (Dinpol), com apoio da Delegacia de Miranorte.
O delegado Igor Diego ressaltou que a cooperação entre as polícias civis tem sido fundamental para combater organizações criminosas que atuam em diferentes estados.
“A Polícia Civil de Alagoas está cada vez mais integrada com as polícias civis de todo o país. Esse trabalho conjunto fortalece a segurança pública e possibilita a prisão de criminosos que cometem delitos em diferentes regiões”, afirmou.

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