
A sessão da Câmara Municipal de Palmeira dos Índios, realizada nesta quinta-feira (26), foi marcada por revolta e discursos inflamados contra a concessionária Conasa/Águas do Sertão. O presidente da Casa, Madson Monteiro, fez duras críticas à empresa responsável pelas obras de saneamento no município.
“Eles são um bando de bandidos. Eu queria que eles estivessem aqui para eu dizer: vocês são bandidos”, disparou o parlamentar, ao comparar a situação da cidade a um cenário de guerra. “Palmeira amanheceu como se tivesse vivido uma guerra entre Rússia e Ucrânia”, afirmou, referindo-se aos estragos provocados pelas intervenções e agravados pelas chuvas.
Durante o debate, vereadores relataram que bairros inteiros estão tomados por buracos e crateras abertas após as chuvas — resultado, segundo os parlamentares, de obras mal executadas e posteriormente tapadas com barro e areia. “Transformaram bairros inteiros em zonas de guerra”, reforçou Monteiro.
O discurso foi acompanhado pelos demais parlamentares. O vereador Geraldinho Ribeiro destacou os prejuízos enfrentados por trabalhadores da cidade, como taxistas, mototaxistas e motoristas que dependem das vias públicas para garantir sustento. Pneus cortados, veículos danificados e acidentes provocados por buracos foram apontados como consequências diretas da situação.
Geraldinho classificou a atuação da concessionária como “irresponsável” e “desumana”, afirmando que a empresa não demonstra compromisso com a população.
O vereador Helenildo Neto afirmou que a situação já havia sido alertada diversas vezes na tribuna e criticou a falta de providências efetivas. Segundo ele, não é possível aceitar que buracos sejam fechados com areia e barro, especialmente às vésperas do período chuvoso, o que, na prática, acaba agravando ainda mais os danos.
Já o vereador Pedrinho Gaia questionou a continuidade das intervenções mesmo após discussões sobre a necessidade de suspensão das obras durante as chuvas. Ele relatou que máquinas continuam abrindo valas em diferentes pontos da cidade e cobrou limites à atuação da concessionária. “Quem vai colocar limite nessa empresa?”, questionou em plenário.
A crise envolvendo as obras de saneamento segue ampliando a tensão política no município e aumentando a pressão para que medidas mais rígidas sejam adotadas contra a concessionária responsável pelos serviços.
Audiência pública
Madson Monteiro defendeu a convocação formal da empresa e da Comissão de Obras da Câmara para prestar esclarecimentos. Também propôs a realização de uma nova audiência pública com a presença de representantes da Conasa, da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de Alagoas – Arsal, responsável pela fiscalização da concessionária, e do Ministério Público.

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