12/09/2021 12:00:36
Alagoas
Alagoas é o 2º menor do Brasil em uso de drogas ilícitas por alunos
Dados do IBGE revelam que apenas 6,6% dos escolares alagoanos de 13 a 17 anos experimentaram algum tipo de droga ilícita
Divulgação6,6% dos escolares alagoanos experimentaram algum tipo de droga ilícita
Todo Segundo com IBGE

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com estudantes de Alagoas revela que apenas 6,6% dos escolares de 13 a 17 anos experimentaram algum tipo de droga ilícita, como maconha, cocaína, crack e ecstasy.

Os dados são da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), divulgada nesta sexta-feira (10). O levantamento foi feito em 2019 e os resultados só foram divulgados agora pelo IBGE. A taxa para Alagoas foi a segunda menor do país, à frente somente da Bahia (5,5%).

O percentual de jovens cuja primeira experiência com drogas ilícitas aconteceu antes dos 14 anos foi de 2,5%. A proporção é praticamente a mesma entre os alunos da rede pública (2,4%) e os da rede privada (2,6%), mas com diferenças entre meninos (3,6%) e meninas (1,3%).

A pesquisa também levantou o percentual de escolares de 13 a 17 anos cujos amigos usaram drogas ilícitas na sua presença pelo menos uma vez nos 30 dias anteriores. Essa situação foi relatada por 10,9% dos escolares alagoanos nessa faixa etária, representando a segunda taxa mais baixa do país nesse indicador ao lado do Piauí e à frente da Bahia (9,3%).

Para Andreazzi, esse é um indicador de exposição à experimentação de drogas. “Enquanto na experimentação do álcool existe muitas vezes a influência da família, na situação da droga ilícita e do cigarro, o consumo tem mais a ver com a situação do grupo em que o adolescente está inserido. Por exemplo, podemos observar que o consumo do cigarro pelos pais caiu, ao passo que cresceu entre as meninas mais jovens”, diz.

Já em relação ao uso recente, 2,1% dos escolares afirmaram ter usado maconha nos 30 dias que antecederam a pesquisa. Esse indicador apresentou diferença na distribuição por sexo, sendo maior entre os meninos (2,7%) do que entre as meninas (1,6%).

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