05/09/2026 14:55:10
Alagoas
Alagoas está em alerta por aumento de casos de síndrome respiratória grave
Estado é um dos três brasileiros com incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco
Reprodução Alagoas entra em alerta após aumento de casos graves de doenças respiratórias, aponta Fiocruz
Todo Segundo

Alagoas está entre os três estados brasileiros que entraram em nível de alerta para o aumento da incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). O estado aparece ao lado de Goiás e Paraíba entre as unidades da federação que apresentam nível de alerta, risco ou alto risco há pelo menos duas semanas, com tendência de crescimento dos casos até a Semana Epidemiológica 34.

O dado consta na edição mais recente do Boletim Infogripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que analisou os registros entre 23 e 29 de agosto.

O cenário preocupa principalmente por causa do avanço da SRAG entre crianças e adolescentes de até 14 anos. Segundo a Fiocruz, o crescimento contínuo dos casos nessa faixa etária está associado principalmente à circulação do rinovírus, um dos vírus respiratórios mais comuns.

Em Alagoas, o aumento também se destaca entre as faixas etárias de 5 a 14 anos e de 15 a 49 anos.

Além do rinovírus, outro agente respiratório aparece com forte presença no estado. A Fiocruz identificou circulação significativa do metapneumovírus em Alagoas e na Paraíba.

A presença desses vírus ajuda a explicar parte do cenário observado nas últimas semanas, mas a SRAG pode estar associada a diferentes agentes infecciosos.

A síndrome é caracterizada por um quadro respiratório grave que pode levar à necessidade de hospitalização. Por isso, o acompanhamento dos casos é utilizado para identificar mudanças na circulação dos vírus e possíveis aumentos na pressão sobre os serviços de saúde.

Crianças pequenas concentram maior incidência

Apesar do crescimento registrado entre crianças e adolescentes, a maior incidência de SRAG continua ocorrendo entre crianças pequenas.

Nessa faixa etária, o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é apontado como um dos principais responsáveis pelos casos.

O comportamento do VSR, no entanto, é diferente do observado para a SRAG em geral. As ocorrências associadas ao vírus estão em queda na maior parte do país. A principal exceção é Roraima, onde as hospitalizações provocadas pelo VSR apresentam crescimento.

Ainda há registros elevados do vírus em estados como Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina, Sergipe e Rio Grande do Sul.

Idosos têm maior risco de morte

Embora as crianças pequenas apresentem maior incidência da síndrome, a mortalidade por SRAG é maior entre os idosos.

Nesse grupo, os principais vírus associados às mortes são influenza A, rinovírus e VSR. Entre as crianças pequenas, VSR e rinovírus também aparecem entre os principais responsáveis pelos óbitos.

Já a incidência de SRAG provocada pela Covid-19 permanece baixa em todas as faixas etárias, segundo o boletim.

Alagoas no radar da vigilância

O alerta da Fiocruz coloca Alagoas entre os estados que precisam de maior atenção no acompanhamento das doenças respiratórias.

A tendência de crescimento registrada até o fim de agosto, principalmente entre as faixas de 5 a 14 anos e 15 a 49 anos, ocorre em um cenário de circulação de diferentes vírus respiratórios.

O alerta não significa que todos os pacientes com sintomas respiratórios irão desenvolver uma forma grave da doença. A atenção deve ser redobrada diante de sinais como falta de ar, dificuldade para respirar, febre persistente, cansaço intenso e piora do estado geral, especialmente em crianças pequenas e idosos.

Os dados da Semana Epidemiológica 34 mostram que Alagoas está entre os três estados brasileiros com tendência de crescimento da SRAG e incidência em nível de alerta, risco ou alto risco, segundo a Fiocruz.

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