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Alagoas
Alagoas lidera perda de empregos no Brasil em março, aponta Caged
Estado registra saldo negativo de mais de 5 mil vagas enquanto país cria 228 mil postos formais
ReproduçãoNa contramão do país, Alagoas tem pior resultado de emprego formal em março, aponta Caged
Todo Segundo

Apesar do desempenho positivo do mercado de trabalho brasileiro em março de 2026, Alagoas seguiu na contramão do país e registrou o pior resultado entre todas as unidades da federação, com mais demissões do que contratações.

Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta quarta-feira (29), mostram que o Brasil criou 228.208 vagas formais no mês. Foram cerca de 2,5 milhões de admissões contra 2,3 milhões de desligamentos, um saldo considerado expressivo e 185,3% superior ao registrado no mesmo período de 2025.

Enquanto 24 estados apresentaram saldo positivo, impulsionados principalmente pelos setores de serviços, construção, indústria e comércio, Alagoas teve o pior desempenho nacional, com saldo negativo de -5.243 postos de trabalho. O resultado coloca o estado no topo do ranking de perda de empregos formais no país.

Na sequência, aparecem Mato Grosso (-1.716) e Sergipe (-338), mas com impactos bem menores em comparação ao cenário alagoano.

O resultado nacional foi puxado principalmente pelo setor de serviços, responsável pela criação de 152.391 vagas. Também tiveram desempenho positivo a construção civil (+38.316), a indústria (+28.336) e o comércio (+27.267).

O único setor com retração foi o agropecuário, que perdeu 18.096 vagas, reflexo da desmobilização de culturas como soja e maçã.

Mesmo com esse impacto negativo no campo, o país conseguiu manter um ritmo acelerado de geração de empregos — realidade distante da vivida em Alagoas, onde o saldo negativo acende um alerta sobre a fragilidade da economia local e a dificuldade de absorção de mão de obra.

Outro dado que chama atenção é a queda no salário médio de admissão no país. Em março, o valor ficou em R$ 2.350,83, uma redução de R$ 17,50 em relação a fevereiro.

Na comparação anual, houve leve aumento de R$ 41,80, mas o recuo mensal reforça sinais de desaceleração e pressão sobre a renda do trabalhador.

No primeiro trimestre de 2026, o Brasil acumulou saldo positivo de 613.373 vagas com carteira assinada. O setor de serviços também lidera no acumulado, com 382.229 novos postos.

Já o comércio foi o único segmento com resultado negativo no período, com fechamento de 19.525 vagas.

Alagoas na contramão

O desempenho de Alagoas em março evidencia um cenário preocupante. Enquanto a maior parte do país avança na recuperação do emprego formal, o estado enfrenta dificuldades para acompanhar o ritmo nacional.

O saldo de março reforça o desafio de geração de empregos no estado e amplia a pressão por políticas públicas que estimulem investimentos, fortaleçam a economia local e reduzam o desemprego.

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