
Alagoas registrou o maior crescimento percentual do rebanho suíno entre os estados brasileiros em 2025. De acordo com a Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o estado chegou a 166,4 mil cabeças, um aumento de 22% em relação a 2024.
O resultado colocou Alagoas na liderança nacional em crescimento, à frente do Amazonas, que apresentou alta de 10,1%. Apesar do avanço expressivo, o estado ocupou a 17ª posição no ranking nacional em quantidade de animais. Santa Catarina liderou a lista, com aproximadamente 9,3 milhões de suínos.
Viçosa concentra o maior rebanho suíno
Entre os municípios alagoanos, Viçosa aparece na primeira colocação, com 19 mil cabeças. Arapiraca ocupa o segundo lugar, com 12 mil animais, seguida por Palmeira dos Índios, que contabilizou 11,8 mil.
O crescimento da suinocultura estadual é atribuído, entre outros fatores, às ações de incentivo aos produtores e às medidas sanitárias adotadas para combater a Peste Suína Clássica (PSC).
Segundo o secretário de Estado da Agricultura, Marcelo Melo, o governo investiu R$ 800 mil, em 2023, para viabilizar a vacinação gratuita contra a doença para criadores de diferentes portes.
De acordo com o secretário, um projeto-piloto também contribuiu para identificar os produtores, mapear a atividade e conhecer melhor a realidade da suinocultura em Alagoas. A iniciativa busca fortalecer a cadeia produtiva e ampliar as oportunidades de renda para as famílias que dependem da criação de animais.
Rebanho bovino cresce 7% em Alagoas
A pesquisa do IBGE também apontou avanço na criação de bovinos. O efetivo estadual passou de 1,389 milhão de cabeças, em 2024, para 1,485 milhão no ano seguinte, representando um crescimento de 7%.
Com esse desempenho, Alagoas alcançou a terceira maior alta percentual do país, atrás apenas de Sergipe e Rio Grande do Norte.
Palmeira dos Índios liderou a produção bovina no estado, com 45.384 cabeças. Na sequência, aparecem Igreja Nova, com 40 mil, e Viçosa, com 39.691 animais.
Marcelo Melo destacou que ações de melhoramento genético, capacitação de produtores, incentivo à inseminação artificial e apoio à realização de feiras agropecuárias e torneios leiteiros contribuem para o fortalecimento da pecuária alagoana.
O secretário também ressaltou que o reconhecimento de Alagoas como zona livre de febre aftosa sem vacinação favorece a abertura de novos mercados e amplia as perspectivas para o setor.
Apesar do crescimento dos rebanhos, o valor total da produção pecuária alagoana apresentou pouca variação em 2025. Conforme o IBGE, o montante chegou a R$ 1,813 bilhão, ante R$ 1,816 bilhão registrado em 2024.
Do total apurado, R$ 1,556 bilhão correspondeu a produtos de origem animal, enquanto R$ 256,8 milhões vieram da aquicultura.
O leite permaneceu como o principal produto da pecuária estadual em valor econômico. A atividade movimentou R$ 1,256 bilhão, equivalente a 80,7% do valor dos produtos de origem animal considerados na pesquisa.
Mesmo mantendo a liderança, o setor leiteiro apresentou retração de 7,9% na comparação anual. Em 2024, o valor da produção havia alcançado R$ 1,363 bilhão.

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