14/05/2026 13:33:01
Alagoas
Desemprego em Alagoas sobe para 9,2% e estado tem 3ª maior taxa do país
Mais de 121 mil pessoas estão sem trabalho no estado no 1º trimestre de 2026, segundo IBGE
ReproduçãoDesemprego em Alagoas sobe para 9,2% e estado tem 3ª maior taxa do país no início de 2026
Todo Segundo

O mercado de trabalho em Alagoas iniciou 2026 com sinais de enfraquecimento. Dados divulgados nesta quinta-feira (14), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da PNAD Contínua Trimestral, mostram que a taxa de desocupação no estado chegou a 9,2% no 1º trimestre, o equivalente a cerca de 121 mil pessoas sem trabalho.

O resultado representa uma alta em relação ao trimestre anterior, quando o índice era de 8,0%, um avanço de 1,2 ponto percentual em apenas três meses. Na comparação com o mesmo período de 2025 (9,0%), o cenário é de estabilidade estatística, mas em patamar ainda elevado.

No ranking nacional, Alagoas aparece entre os estados com pior desempenho, ao lado de Pernambuco e Bahia (também com 9,2%), ficando atrás apenas do Amapá, que lidera com 10,0%. Já estados como Santa Catarina (2,7%) e Mato Grosso (3,1%) registraram os menores índices de desocupação do país.

Pressão no mercado de trabalho cresce no início do ano

Segundo o analista da pesquisa, William Kratochwill, o aumento da desocupação no primeiro trimestre é um movimento recorrente, influenciado pela redução de vagas temporárias após o fim do ano, especialmente nos setores de comércio e serviços públicos municipais.

Apesar disso, o avanço da taxa em Alagoas chama atenção por ocorrer em meio a um cenário nacional de melhora gradual do emprego em parte das unidades da federação. No total, 15 estados registraram aumento da desocupação no período, enquanto os demais mantiveram estabilidade.

Subutilização atinge 26,1% e afeta quase 390 mil pessoas

Além da desocupação, o estado também apresentou piora na taxa composta de subutilização da força de trabalho, que subiu para 26,1%, acima dos 25,1% do trimestre anterior.

O indicador reúne não apenas os desocupados, mas também trabalhadores subocupados e pessoas na força de trabalho potencial. Ao todo, esse contingente passou de cerca de 380 mil para aproximadamente 390 mil pessoas em Alagoas.

O estado aparece como o terceiro com maior taxa de subutilização do país, atrás apenas do Piauí (30,4%) e da Bahia (26,3%).

Informalidade segue alta e renda permanece estagnada

O levantamento aponta ainda que cerca de 506 mil trabalhadores estão na informalidade em Alagoas, evidenciando a forte presença de ocupações sem carteira assinada ou proteção trabalhista.

Já o rendimento médio real habitual de todos os trabalhos das pessoas ocupadas no estado foi de R$ 2.536, sem variação estatisticamente significativa em relação ao trimestre anterior e ao mesmo período de 2025, indicando estagnação da renda.

Entre os trabalhadores ocupados, aproximadamente 361 mil atuavam com carteira assinada no setor privado.

Ocupação cai e setores mais afetados são serviços e alimentação

O nível geral de ocupação em Alagoas foi de 46,5%, com redução de 1,5 ponto percentual em relação ao último trimestre de 2025. Na comparação anual, o indicador se manteve estável.

Entre os grupamentos de atividade, houve queda principalmente em alojamento e alimentação, setores diretamente ligados ao consumo e ao turismo. Construção civil e indústria apresentaram estabilidade no trimestre.

Cenário econômico e desafios para Alagoas

Os números da PNAD Contínua reforçam um cenário de pressão no mercado de trabalho alagoano, marcado por alta informalidade, subutilização da mão de obra e renda estagnada.

Embora o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística não faça relação direta entre os dados e políticas públicas, os indicadores entram no centro do debate econômico sobre geração de empregos e estratégias de desenvolvimento no estado.

Sobre a pesquisa

A PNAD Contínua é o principal instrumento de acompanhamento do mercado de trabalho no Brasil. A pesquisa é realizada em cerca de 211 mil domicílios, distribuídos pelos estados e pelo Distrito Federal.

A próxima divulgação dos dados, referente ao trimestre encerrado em junho de 2026, está prevista para o dia 14 de agosto.

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