
A adolescente Evilly Vitória, de 17 anos, que morreu no dia 22 de abril em Arapiraca, no Agreste de Alagoas, estava com dengue grave. A confirmação foi divulgada nesta quarta-feira (3) pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), após a conclusão do exame sorológico realizado pelo Laboratório Central de Alagoas (Lacen-AL).
O resultado foi divulgado pouco mais de um mês após a morte da jovem e confirmou a suspeita da doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, levantada durante o atendimento médico. O caso ganhou grande repercussão na região após familiares questionarem o diagnóstico e a condução do atendimento prestado à adolescente nos dias que antecederam sua morte.
De acordo com relatos da família, os primeiros sintomas surgiram no início de abril. Evilly apresentou febre, fortes dores de cabeça e episódios frequentes de vômito. Três dias depois, ela foi levada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Noel Macedo, em Arapiraca, onde recebeu atendimento e foi liberada sem um diagnóstico conclusivo.
Os familiares afirmam que, diante da persistência e agravamento dos sintomas, a adolescente retornou à unidade de saúde em outras ocasiões. Somente após novos exames realizados dias depois surgiu a suspeita de dengue em estágio grave.
Com o quadro clínico já considerado crítico, Evilly foi transferida para o Hospital Chama. Internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), a jovem precisou ser intubada após apresentar piora significativa do estado de saúde. Durante a internação, sofreu paradas cardíacas e não resistiu.
Após o óbito, a Secretaria Municipal de Saúde de Arapiraca informou que aguardaria a conclusão de exames laboratoriais mais detalhados para determinar a causa da morte. Na ocasião, o município negou que houvesse confirmação de que o falecimento tivesse sido provocado por complicações de dengue hemorrágica, informação que circulava nas redes sociais e em parte da imprensa local.
Com a divulgação do resultado pelo Lacen-AL nesta quarta-feira, a Sesau confirmou que a adolescente estava infectada com dengue grave, encerrando a principal dúvida em torno do diagnóstico da doença.
Diante da confirmação, a secretaria reforçou o alerta à população sobre os sinais e sintomas da dengue, orientando que pessoas com febre, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, dores musculares, manchas na pele, náuseas ou vômitos procurem atendimento médico o mais rápido possível.
O órgão também destacou a importância das medidas de prevenção contra o mosquito Aedes aegypti, como eliminar recipientes que possam acumular água parada, manter caixas d'água fechadas, limpar calhas e descartar corretamente pneus, garrafas e outros objetos que possam servir de criadouros do vetor.
Além disso, a Sesau orienta que a população procure a vacinação contra a dengue nos grupos contemplados pelas diretrizes do Ministério da Saúde.

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