
O setor pecuário de Alagoas registrou avanços importantes em 2025, principalmente na criação de suínos, bovinos e ovinos e na produção de ovos. Os dados fazem parte da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), divulgada nesta quarta-feira (30), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O maior destaque foi o rebanho suíno, que passou de 166,4 mil para 202,9 mil animais em um ano. O crescimento de 22% foi o maior registrado entre as 27 unidades da Federação e mais que o dobro da segunda maior alta, observada no Amazonas, de 10,1%.
Apesar do avanço, Alagoas ocupava a 17ª posição nacional em número de suínos. Santa Catarina liderava o ranking, com 9,3 milhões de animais.
Dentro do estado, Viçosa concentrava o maior rebanho suíno, com 19 mil cabeças. Arapiraca aparecia na sequência, com 12 mil, seguida por Palmeira dos Índios, com 11,8 mil.
Valor da pecuária chega a R$ 1,8 bilhão
O valor da produção da pecuária alagoana somou R$ 1,813 bilhão em 2025. O resultado ficou praticamente estável em relação aos R$ 1,816 bilhão registrados em 2024.
Do total, R$ 1,556 bilhão foram gerados por produtos de origem animal e R$ 256,8 milhões pela aquicultura.
O leite continuou como o principal produto da pecuária do estado. A atividade movimentou R$ 1,256 bilhão e representou 80,7% do valor dos produtos de origem animal pesquisados. Mesmo com a liderança, houve queda de 7,9% em relação aos R$ 1,363 bilhão registrados no ano anterior.
Rebanhos bovino e ovino também avançam
O efetivo bovino de Alagoas passou de 1,389 milhão para 1,485 milhão de cabeças entre 2024 e 2025, crescimento de 7%. Foi a terceira maior alta percentual entre os estados, atrás apenas de Sergipe e Rio Grande do Norte.
O resultado estadual ocorreu na contramão do cenário nacional. No Brasil, o rebanho bovino recuou 1,7%, para 234,3 milhões de animais.
Palmeira dos Índios liderava o efetivo bovino em Alagoas, com 45.384 cabeças. Igreja Nova vinha em segundo, com 40 mil, enquanto Viçosa aparecia na terceira colocação, com 39.691.
O rebanho ovino também cresceu no estado e chegou a 357,1 mil cabeças, alta de 9%. Foi a terceira maior variação percentual entre as unidades da Federação.
Viçosa liderava a criação de ovinos, com 20 mil animais, seguida por Arapiraca, com 14 mil, e São José da Tapera, com 13,5 mil.
Produção de leite cai 2,9%
Apesar do aumento do rebanho bovino, Alagoas registrou queda na produção de leite. Foram produzidos 579,8 milhões de litros em 2025, contra 596,9 milhões no ano anterior, redução de 2,9%.
O número de vacas ordenhadas também diminuiu, passando de 262.069 para 237.129.
Alagoas foi o quinto maior produtor de leite do Nordeste, atrás de Pernambuco, Ceará, Bahia e Sergipe. No país, a produção seguiu em direção oposta e cresceu 2,7%, alcançando 36,7 bilhões de litros.
Major Isidoro manteve a liderança estadual, com 47,4 milhões de litros, acima dos 43,9 milhões registrados em 2024. Batalha ficou em segundo lugar, com 33,4 milhões, seguida por Minador do Negrão, com 22,7 milhões.
Produção de ovos cresce e movimenta R$ 278 milhões
A produção de ovos de galinha também avançou em Alagoas. O volume passou de 31,6 milhões para 39,3 milhões de dúzias, aumento de 24,3%.
O valor gerado pela atividade teve alta ainda maior, de 56%, passando de R$ 178,5 milhões para R$ 278,3 milhões. Segundo o IBGE, foi o segundo maior crescimento percentual do país, atrás apenas do Pará.
Arapiraca foi o município que mais produziu ovos de galinha no estado, com 15 milhões de dúzias. São Sebastião apareceu em segundo, com 7,5 milhões, e União dos Palmares em terceiro, com 5,25 milhões.
Já a produção de ovos de codorna caiu 5,4%, de 2,667 milhões para 2,522 milhões de dúzias.
São Luís do Quitunde liderou esse segmento, com 875 mil dúzias, seguido por Palmeira dos Índios, com 500 mil, e Arapiraca, com 426 mil.
Produção de mel cresce, mas valor recua
A produção de mel de abelha também apresentou crescimento. Alagoas passou de 538,6 mil quilos em 2024 para 591,8 mil quilos em 2025, alta de 9,9%.
Apesar do aumento no volume, o valor da produção caiu de R$ 14,3 milhões para R$ 14 milhões.
União dos Palmares liderou a produção estadual, com 110 mil quilos. Traipu ficou em segundo, com 90 mil, e Girau do Ponciano em terceiro, com 65 mil.
Tilápia ultrapassa 10 mil toneladas
Na aquicultura, o valor da produção chegou a R$ 256,8 milhões em 2025, crescimento de 1,9% em relação aos R$ 251,9 milhões do ano anterior.
A tilápia foi responsável por R$ 149,5 milhões, equivalente a 58,2% do valor da atividade no estado.
A produção do peixe ultrapassou a marca de 10 mil toneladas e cresceu 11,2%, passando de 9,02 mil para 10,03 mil toneladas.
Piranhas manteve a liderança estadual, com 3.370 toneladas. Coruripe ficou em segundo, com 1.050 toneladas, e União dos Palmares em terceiro, com 950 toneladas.
A produção de tambaqui teve pequena redução, de 3.301 para 3.269 toneladas. União dos Palmares foi o principal produtor, com 700 toneladas, seguido por Teotônio Vilela, com 410, e Coruripe, com 360.
Já o camarão registrou queda de 3%, passando de 1.994 para 1.935 toneladas. Coité do Nóia liderou a produção, com 700 toneladas, seguido por Arapiraca, com 360, e Igaci, com 241,5 toneladas.
Dados são referentes a 2025
A Pesquisa da Pecuária Municipal reúne informações dos municípios brasileiros sobre rebanhos, produção de leite, ovos, mel e outros produtos de origem animal, além da aquicultura.
Os números dos efetivos têm como referência 31 de dezembro de 2025. Já os dados de produção correspondem ao período de 1º de janeiro a 31 de dezembro do mesmo ano.
O IBGE ressalta que os resultados de 2025 são preliminares e podem sofrer alterações na próxima divulgação.

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