
A Associação Brasileira das Entidades Representativas das Revendas de Gás LP (Abragás) anunciou nesta segunda-feira (6) que os preços do gás de cozinha devem subir em todo o país. O reajuste previsto atinge especialmente os botijões mais utilizados pelas famílias e estabelecimentos comerciais: o modelo de 13 quilos terá aumento de aproximadamente R$ 10, o de 20 quilos deve subir cerca de R$ 15, enquanto o de 45 quilos, voltado para uso comercial e condominial, pode encarecer até R$ 34.
Segundo a Abragás, o principal fator por trás do aumento é a elevação do custo do diesel, combustível amplamente utilizado no transporte e distribuição do GLP (gás liquefeito de petróleo). A valorização do petróleo no mercado internacional, impulsionada por tensões geopolíticas no Oriente Médio, tem pressionado toda a cadeia logística, impactando diretamente o preço final do produto.
Custos operacionais influenciam o reajuste
A entidade ressalta que os preços do gás são livres e cada revenda define seus valores conforme os custos locais. Transporte, manutenção e operação logística estão entre os principais fatores que determinam a formação do preço nas revendas. “O aumento reflete o cenário de custos crescentes que afetam a operação das revendas e pressionam a margem de lucro”, afirmou a associação.
Impacto no programa Gás do Povo
O reajuste preocupa também o programa federal Gás do Povo, que oferece recarga gratuita do botijão de 13 quilos em revendas credenciadas. A Abragás aponta que os valores de reembolso definidos pelo governo muitas vezes não acompanham os preços praticados nas regiões, levando algumas revendas a avaliar a saída do programa assim que o período mínimo obrigatório de três meses se encerrar.
A associação alerta que, caso não haja revisão nos valores de reembolso e ajustes nas condições de operação, o programa pode enfrentar redução significativa no número de revendas credenciadas, comprometendo o atendimento a milhares de beneficiários.

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