
Um documento com aparência oficial, um código de barras aparentemente normal e uma cobrança que parece legítima. É assim que criminosos tentam enganar consumidores por meio do golpe do boleto falso, uma fraude que continua fazendo vítimas e pode causar grandes prejuízos financeiros.
Cobranças como IPVA, IPTU, contas de serviços e outros pagamentos estão entre os alvos dos golpistas, que utilizam diferentes estratégias para encaminhar boletos falsificados por WhatsApp, e-mail ou até mesmo correspondências físicas.
A fraude funciona de forma simples: o criminoso altera os dados do boleto para que, ao realizar o pagamento, o dinheiro seja enviado para uma conta controlada por ele. Muitas vezes, o documento apresenta logotipos, nomes de empresas e informações semelhantes às cobranças verdadeiras, dificultando a identificação do golpe.
Segundo Dakson Almeida, especialista em segurança bancária e prevenção a fraudes, ouvido pelo Portal Todo Segundo, o consumidor não deve confiar apenas na aparência do boleto antes de efetuar o pagamento.
De acordo com o especialista, os criminosos podem reproduzir elementos visuais de documentos verdadeiros para transmitir uma falsa sensação de segurança e fazer com que a vítima conclua a operação sem perceber a fraude.
“Os criminosos estão cada vez mais sofisticados e conseguem reproduzir boletos com aparência muito semelhante aos documentos verdadeiros. Muitas vezes, a vítima olha apenas o valor e acredita que está tudo certo. Antes de pagar, é fundamental conferir o beneficiário, os dados da cobrança e, principalmente, se o documento foi obtido por um canal oficial. Na dúvida, não faça o pagamento e procure diretamente a empresa ou o órgão responsável”, orienta Dakson Almeida.
Para reduzir os riscos, o especialista recomenda alguns cuidados antes de realizar qualquer pagamento:
Atenção antes de clicar ou pagar
O envio de boletos por aplicativos de mensagens se tornou uma das estratégias mais usadas pelos criminosos. Por isso, o consumidor deve desconfiar de cobranças inesperadas recebidas por WhatsApp ou e-mail.
Mesmo que o documento tenha aparência profissional, a recomendação é não realizar o pagamento sem antes confirmar a origem da cobrança.
“Na dúvida, o consumidor deve interromper o pagamento e procurar diretamente a instituição responsável. Alguns minutos de conferência podem evitar a perda de valores que, depois de transferidos para contas de criminosos, podem ser difíceis de recuperar”, reforça Dakson Almeida.
Com a evolução das fraudes digitais, a atenção aos detalhes continua sendo a principal ferramenta de proteção. Para o especialista, antes de pagar, conferir é o melhor caminho para não transformar uma cobrança aparentemente comum em um grande prejuízo.

E-mail: portaltodosegundo@hotmail.com
Telefone: 3420-1621