05/02/2026 18:32:16
Justiça
MP recomenda exoneração de parentes de secretários em Quebrangulo
Documentos apontam remanejamentos entre pastas, prática caracterizada como nepotismo cruzado
ReproduçãoA recomendação do Ministério Público foi encaminhada ao prefeito Manoel Costa Tenório
Todo Segundo

O Ministério Público de Alagoas (MPAL) expediu, nesta quinta-feira (5), uma recomendação à Prefeitura de Quebrangulo para que exonere e rescinda contratos de parentes de secretários municipais que ocupam cargos na administração sem ingresso por concurso público. O órgão identificou indícios de nepotismo direto e cruzado em diferentes setores do município.

Segundo o MPAL, a investigação apontou a atuação de noras, sobrinhos, cônjuges e outros familiares de integrantes do primeiro escalão em cargos comissionados e contratos temporários nas secretarias de Saúde, Administração, Assistência Social e Obras. Parte dessas nomeações teria ocorrido por meio de remanejamentos entre pastas, prática caracterizada como nepotismo cruzado.

A recomendação foi encaminhada ao prefeito Manoel Costa Tenório e aos secretários citados, estabelecendo prazo de 10 dias para o afastamento dos servidores apontados e a apresentação de comprovantes das exonerações. O MP também orienta que o município suspenda novas contratações de parentes de autoridades e passe a exigir declaração formal de inexistência de vínculo familiar no ato das nomeações.

Além disso, o Ministério Público determinou a revisão da folha de pagamento de servidores específicos, a fim de verificar possíveis pagamentos indevidos, e solicitou análise de eventual acúmulo irregular de cargos envolvendo a secretária municipal de Assistência Social.

O MPAL alertou que o descumprimento da recomendação pode resultar no ajuizamento de ação por improbidade administrativa contra o prefeito e os secretários, bem como no pedido de anulação das nomeações e contratações consideradas irregulares.

A investigação também inclui denúncias de servidores que teriam recebido remuneração sem o efetivo exercício das funções. Para isso, a prefeitura foi solicitada a apresentar folhas de ponto, relatórios de atividades e esclarecimentos formais.

Entre os casos apontados pelo MP estão:

O caso reforça a atenção do MPAL à transparência e à legalidade nas nomeações públicas, destacando que a prática de nepotismo fere a legislação vigente e compromete a gestão municipal.

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