
A prisão de um homem suspeito de tráfico de drogas dentro de um assentamento rural em Arapiraca, no Agreste de Alagoas, reacendeu o debate político em torno da atuação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no estado. O caso ocorreu nesta sexta-feira (16), e foi usado pelo deputado estadual Cabo Bebeto (PL) para reforçar críticas ao movimento.
De acordo com informações repassadas pela Polícia Militar, equipes do 3º Batalhão flagraram o suspeito comercializando entorpecentes no interior do assentamento. Durante a abordagem, os militares apreenderam porções de maconha e cocaína, além de uma balança de precisão, na residência do homem. O material e o suspeito foram encaminhados às autoridades competentes.
Ao comentar a ocorrência, o deputado destacou a ação policial e afirmou que o episódio revela, segundo ele, uma realidade que contrasta com a imagem pública do MST. “Mais uma vez, a realidade escancara quem é o MST de verdade”, declarou o parlamentar, ao parabenizar os policiais envolvidos na operação.
Cabo Bebeto também questionou a classificação do movimento como organização social. Em sua avaliação, as ações do MST não se enquadram em uma luta legítima por reforma agrária. “Quem invade terra e propriedade alheia é bandido. O MST se apresenta como movimento social, mas, na verdade, são criminosos”, afirmou.
O deputado ainda direcionou críticas ao Governo de Alagoas, alegando que existe tolerância com o movimento. Segundo ele, apesar disso, parte do funcionalismo público atua de forma independente. “Ainda bem que não manda em todos os funcionários públicos, pois existem policiais que fazem o seu trabalho, independentemente do destinatário”, disse.
Em tom mais contundente, o parlamentar sustentou que os assentamentos não cumprem o papel social defendido pelo MST e convidou a população a conhecer de perto essas áreas. “Vão identificar a entrada e saída de pessoas envolvidas em práticas criminosas, que utilizam o local como esconderijo”, declarou.
Ao final, Cabo Bebeto relembrou ações anteriores em Arapiraca e reforçou seu posicionamento contrário ao movimento. “Em 2025, só sosseguei quando consegui acabar com um assentamento na cidade, mostrando que a lei tem que ser cumprida. Quem defende o MST, defende o crime”, concluiu.

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