
Um vídeo divulgado nas redes sociais pelo ex-prefeito de Palmeira dos Índios e atual secretário de Estado, Júlio Cezar, reacendeu o debate político em torno da saúde pública no município. Em tom firme, ele saiu em defesa do Sistema Único de Saúde (SUS) e dos profissionais que atuam na rede pública, ao rebater críticas feitas por adversários, que classificou como oportunistas e motivadas pelo calendário eleitoral.
Segundo Júlio Cezar, setores da oposição têm explorado falhas estruturais do sistema de saúde para se promover politicamente, apresentando-se como “salvadores da pátria”, inclusive com personagens que não fazem parte da realidade local. Para ele, trata-se de uma estratégia conhecida em anos de disputa política, que utiliza áreas sensíveis, como a saúde, para ganhar visibilidade.
O secretário destacou que os desafios enfrentados pelo SUS não são exclusivos de Palmeira dos Índios, nem de Alagoas, mas uma realidade presente em todo o Brasil. Ainda assim, reforçou que o sistema é uma das maiores políticas públicas do país, responsável por garantir atendimento gratuito a milhões de brasileiros.
Ao comparar o SUS com modelos internacionais, Júlio Cezar afirmou que países considerados desenvolvidos, como os Estados Unidos e nações europeias, não oferecem um sistema universal e integralmente gratuito. “Não existe UPA atendendo de graça nem hospitais públicos acessíveis como os que temos aqui”, ressaltou, ao defender a importância da rede pública para a população mais vulnerável.
Durante o pronunciamento, ele também saiu em defesa direta dos trabalhadores da saúde, criticando o que chamou de tentativas injustas de responsabilizar médicos, enfermeiros e auxiliares por problemas que são estruturais. Júlio Cezar citou ainda o SAMU, destacando o papel essencial do serviço no salvamento de vidas e lembrando que ele próprio já foi atendido pelo sistema.
Ao relembrar sua gestão como prefeito, Júlio Cezar afirmou que encontrou a UPA de Palmeira dos Índios fechada, com salários atrasados e o Hospital Regional Santa Rita mergulhado em dívidas. Segundo ele, a primeira medida foi regularizar pagamentos, reabrir a unidade e, em seguida, avançar na implantação de um novo hospital para ampliar a capacidade de atendimento à população.
Para o secretário, críticas fazem parte do debate democrático, mas o uso da saúde pública como instrumento de campanha eleitoral ultrapassa limites. “Quem não quer usar o SUS pode buscar um plano de saúde privado e verá que lá também existem filas, dificuldades e reclamações”, afirmou, defendendo um debate político mais responsável e respeitoso.
O posicionamento de Júlio Cezar evidencia que a saúde deve ocupar o centro das discussões políticas em Palmeira dos Índios nos próximos meses, consolidando-se como um dos principais temas do embate entre situação e oposição.
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