
O cenário político de Alagoas para as eleições de 2026 pode ganhar um novo protagonista de peso: Marina Candia, primeira-dama de Maceió. Segundo avaliações internas, Marina lidera o desempenho sobre nomes consolidados como o veterano senador Renan Calheiros (MDB) e Arthur Lira (PP) — deputado federal, ex-presidente da Câmara e maior rival histórico de Calheiros. A primeira-dama ainda avalia se disputará o Senado, mas já aparece como uma possível protagonista capaz de alterar o tabuleiro político do estado.
A mato-grossense, formada em Direito e Administração, tem apenas 35 anos e 438 mil seguidores nas redes sociais — número superior ao de muitos de seus possíveis concorrentes, incluindo Calheiros e Lira, reforçando sua visibilidade e força eleitoral. Marina nunca disputou um cargo eletivo, mas seu engajamento em projetos sociais, esportivos e de empreendedorismo feminino fortalece sua imagem junto à população.
A candidatura de Marina pode mudar completamente o tabuleiro político de Alagoas. Este ano, o estado terá duas vagas para o Senado, e sua vitória manteria a tradição familiar: atualmente, uma das vagas é ocupada por Eudócia Caldas (PL), mãe de JHC, que não disputará a reeleição.
O surgimento de Marina coloca em xeque a tradicional aliança entre JHC e Arthur Lira, que há anos influencia diretamente o cenário político do estado. Com a entrada da primeira-dama, o PP precisará avaliar sua estratégia diante de um cenário de dupla disputa com o MDB e a nova liderança emergente.
Enquanto Marina pondera seu futuro político, o prefeito JHC mantém silêncio sobre seus planos. Aliados não descartam que ele ainda possa disputar o governo do estado, o que faria do casal uma força decisiva na sucessão estadual.
Especialistas apontam que 2026 será um ano de movimentações estratégicas intensas, e a possível candidatura de Marina pode redefinir alianças e tornar a disputa pelo Senado uma das mais acirradas da história recente de Alagoas.

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