
A política alagoana começa a se movimentar de forma mais intensa para as eleições de 2026. Até o momento, apenas dois nomes surgem como pré-candidatos ao governo do estado: o ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB), e o prefeito de Maceió, João Henrique Caldas, o JHC (PL). O atual governador Paulo Dantas (MDB) não pode concorrer à reeleição, abrindo espaço para uma disputa que já demonstra polarização entre líderes tradicionais e novas articulações partidárias.
Apesar de ainda não ter se posicionado publicamente, JHC já sinalizou articulações estratégicas que podem influenciar o cenário eleitoral. Seu discurso de agradecimento ao presidente Luiz durante evento em janeiro irritou aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, evidenciando sua capacidade de transitar entre diferentes bases políticas.
Senado: Calheiros e Lira protagonizam confronto histórico
A disputa pelo Senado será outro destaque das eleições. O senador Renan Calheiros (MDB) busca a reeleição e terá como aliado natural o filho Renan Filho, pré-candidato ao governo. No outro lado, o ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP), já declarou apoio a JHC, formando um contraponto direto à família Calheiros.
O presidente Lula havia mantido esperanças de articular um palanque comum entre Renan e Lira, mas não houve acordo, consolidando um cenário de confronto direto entre as duas forças políticas mais tradicionais do estado.
Novos nomes entram na disputa
O Republicanos confirmou o lançamento da pré-candidatura de Davi Davino Filho, com o reforço do deputado federal Marcos Pereira, presidente nacional da sigla, e do presidente estadual Antônio Albuquerque. Com a entrada de Davino Filho, o partido se posiciona oficialmente em uma corrida que já conta com nomes consolidados da política alagoana, como Arthur Lira, Renan Calheiros e o deputado federal Alfredo Gaspar (União Brasil), apontado como possível candidato ao Senado.
Aposta no Agreste:
Arthur Lira também reforça suas bases no interior do estado, com atenção especial a Arapiraca, segundo maior colégio eleitoral de Alagoas. Ele busca aproximar o deputado federal Daniel Barbosa do PP e trazer Lucas Barbosa, filho do prefeito local, para a sua sigla. Lucas é cotado como possível vice na chapa de JHC, o que pode fortalecer a candidatura do prefeito de Maceió ao governo do estado.
Enquanto isso, o prefeito Luciano Barbosa, pai de Lucas e principal liderança política do Agreste, mantém-se neutro, deixando incertezas sobre a articulação final da chapa.
Calendário eleitoral se aproxima
Desincompatibilização será o primeiro mecanismo a definir oficialmente os candidatos. Os prazos, segundo a lei eleitoral começam a valer em abril, seis meses antes das eleições, que estão marcadas para 4 de outubro (1º turno) e 25 de outubro (2º turno).
A movimentação antecipada escancara o quanto a política alagoana está aquecida e prenuncia um embate que combina tradição, estratégias familiares e novas alianças partidárias, tanto na corrida pelo governo quanto pelas duas vagas ao Senado.

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