
Mais uma final, os mesmos clubes e um panorama diferente.
CRB e ASA fazem o primeiro jogo da final do Campeonato Alagoano neste sábado (28), às 16h, no Estádio Rei Pelé. A partida de volta acontece no dia 07/02 (sábado), às 16h, no Estádio Coaracy da Mata Fonseca.
Será a quinta final que os clubes decidem de forma consecutiva. O Galo tem uma larga vantagem diante do alvinegro nas decisões. Além dos quatro títulos e a busca pelo inédito pentacampeonato, o CRB não perdeu nenhum dos oito jogos destes confrontos; são sete triunfos e um empate.
Em meu ponto de vista, o time alvirrubro é o favorito para levantar a taça. No entanto, como sempre ressaltado por aqui, a condição de favoritismo não é garantia ou certeza de vitória.
Assim como em 2025, creio que a decisão deste ano tem tudo para ser ainda mais equlibrada e disputada.
Os dois times chegam em condições semelhantes. O CRB ainda em etapas e processos de evolução, devido a pré-temporada que não foi feita de forma adequada e o ASA com o time em constante progresso.
Nestas condições, a meu ver o ASA leva vantagem em termos de preparação, estágios mais avançados entre os elementos do jogo - especialmente nas questões tática e física.
Mas o que mudou do Gigante de 2025 para o de 2026?
Na temporada anterior, o técnico Ranielle Ribeiro conseguiu encaixar o time e montar um padrão de jogo. A equipe evoluiu do fim da primeira fase para a grande final. O treinador adotou o 4-2-3-1 como seu esquema.
Era um time que utilizava o jogo posicional, apoiado, de aproximação, iniciações curtas e transição ofensiva rápida. No entanto, talvez pelas poucas peças de reposição, não tinha tantas variações táticas. A formação era mantida, mas quando era necessário variar para mudar condições de jogo, o ASA tinha problemas.
O time do técnico Dico Woolley tem semelhanças com o do ano passado. Aliás, os técnicos tem similaridades em seus modelos de jogo. Dico também gosta do jogo posicional, agressividade para o perde pressiona, saídas curtas, jogo apoiado e velocidade para transitar.
Apesar disso, de toda esta analogia, o ASA de 2026 consegue mudar a forma de jogar a depender das condições de jogo. É capaz de criar soluções saindo do jogo curto para o jogo mais direto que busca mais a profundidade - venceu o CRB por 3 a 0 na 1ª fase desta maneira -, além de, através das características individuais, também mudar os movimentos coordenados para gerar superioridades nas zonas que a bola esteja.
O repertório tático é maior. Justamente pelo fato de ter mais jogadores que conseguem entregar e executar conceitos dentro de cada ideia ou plano de jogo. A partir de um fator preponderante: peças de reposição.
Como citei anteriormente, creio que esta decisão tem tudo para ser a mais equilibrada e mais disputadas das últimas disputadas. O favoritismo é do CRB, mas o ASA chega com condições de mudar este contexto.

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