30/03/2026 19:00:09
André Avlis
ANÁLISE: ASA já teve mais a 'cara' de Itamar Schülle contra o Botafogo-PB
Técnico destacou a evolução tática da equipe no empate por 2 a 2 contra o Belo
ReproduçãoBotafogo-PB 2 x 2 ASA - Copa do Nordeste

Ideias e conceitos tomando forma.

Em jogo válido pela 2ª rodada da Copa do Nordeste, o ASA empatou por 2 a 2 com o Botafogo-PB. Com o resultado, o time arapiraquense tornou-se líder do Grupo A da competição, com quatro pontos. A próxima partida será contra o CRB, em Arapiraca.

O duelo contra o Belo foi o sexto jogo do técnico Itamar Schülle no comando do ASA. 

Foi percepitível em todo o confronto alguns aspectos táticos que começam a ser implantados pelo treinador. O ASA foi um time consistente, com movimentos coordenados, organização defensiva e consciente nas ações pré-estabelecidas.

Itamar manteve sua estrutura tática com o 4-2-3-1; no meio-campo, dois volantes e um meia; no ataque, um ponta fixo que alargava o campo, um meia fazendo a função de ponta com movimentos de "fora para dentro" e um atacante de 'falso nove' para ter mais mobilidade - esta última opção por obrigatoriedade da ausência do atacante Alex Bruno.

No momento sem a bola, as variações que foram perceptíveis em outros momentos foram acionadas. Duas linhas de quatro, 4-4-2, e a outra variável através de uma leitura a partir de uma movimentação específica do meia Geovani, o 4-1-4-1.

O que Itamar percebeu?

Geovani começou a fazer o jogo entrelinhas, movimentando-se entre a defesa e nas costas dos volantes da sua equipe. Então, a ideia de fazer o 4-1-4-1 foi para ter Jeferson Lopes a frente da defesa, cobrindo o espaço da entrelinhas. Assim, o meia do Belo não teria (e não teve) tantas possibilidades para fazer a movimentação.

No momento com a bola, o ASA teve alternâncias de ações. Ora acionava a saída de três para se posicionar no 3-2-5, na busca por superiodade numérica na última linha e também para ter um jogo de aproximação e apoiado; ora buscou fazer um jogo mais direto, atacando o espaço nas costas da defesa adversária, constuindo no 4-2-4.

Além de todas estas alternâncias táticas da equipe, um dos pontos positivos foi a postura e o comportamento. Um time que demonstrou saber o que estava fazendo quando se movimentava e tinha a posse. Com bastante solidez, constância, controlando as ações e com bastante obediência tática.

Ainda é cedo para cravar que o ASA tem a cara de Itamar Schülle, seus métodos, estilo e padrão. No entanto, foi evidente a evolução tática dentro de um embate difícil contra uma equipe de uma série superior.

Através destes fatores, as pespectivas para mais evolução são as melhores.

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