
Ideia, plano e execução.
O ASA venceu o Murici por 3 a 0 na partida de volta das semifinais do Campeonato Alagoano. Além do placar que poderia facilmente ter sido mais dilatado, o desempenho do time alvinegro foi superior em toda a partida.
Dico Woolley fez duas mudanças na equipe. Uma por obrigação, a entrada de Léo Carvalho no lugar do contundido Jeferson Lopes; e por opção, Higor Leite foi escolhido para substituir o atacante Jailson.
Com esta última alternativa, o treinador alvinegro deslocou Sammuel para ser o jogador mais aberto pelo lado direito de ataque. Então, partindo do princípio de posições, o esquema escolhido foi um 4-4-2. Porém, estabelecendo funções, o esquema mantinha sua estrutura do 4-2-3-1.
Do lado verde, Gabriel Teixeira não fez mudança na sua formação. No entanto, escalou dois volantes com características mais defensivas para bloquear o jogo por dentro do ASA. Além de iniciar a partida sem os pontas de "pé invertido". Acredito que a ideia era ter Caio Vinícius do lado esquerdo para prender o lateral-direito do ASA, Paulinho, e fazer uma dupla enfre Caio e Caíque para induzir Sammuel, meia alvinegro, a também se preocupar na recomposição defensiva do corredor lateral.
A visão de tentar neutralizar o camisa 26 do ASA era clara, mas na prática não funcionou.
O time arapiraquense conseguiu criar superioridade numérica em basicamente todas as zonas do campo; seja no momento com a bola ou sem a bola.
Sammuel não apenas fazia o jogo de fora para dentro, ele tinha a liberdade de circular e flutuar por todas as faixas de campo no momento ofensivo do ASA. Com isso, o corredor direito era liberado para Paulinho, e Higor Leite, fazia um jogo inteligente sem a bola. A movimentação de Higor, entrelinhas, atrás dos dois volantes do Murici, gerou dúvidas na marcação. Ele atraía um dos meio-campistas e gerava linha de passe para Alex Bruno ou um passe mais diagonal para Gustavo Ramos.
Com isso, o Murici, que tem em uma de suas virtudes a organização tática, começou a ter seu balanço defensivo desequilibrado. As linhas começaram a desconectar, a compactação já não tinha tanta organização e sempre que tentava adiantar a marcação na saída de bola do ASA, o time estava espaçado.
A leitura de jogo do técnico Dico Woolley, mesmo dentro do seu jogo mais posicional, fez o ASA gerar superiodades na zona da bola em basicamente toda a partida, O 3 a 0 foi pouco, por tudo o que o time alvinegro conseguiu produzir e criar.
Houve um predomínio claro e evidente no confronto de volta. O ASA fez o Murici paracer uma presa fácil. Uma vitória incontestável com muita solidez, consistência e evolução performática. Para mim, o melhor jogo do Gigante até o momento no Campeonato Alagoano.

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