16/04/2026 14:20:22
André Avlis
ASA 1 x 1 CONFIANÇA - Equilíbrio, um apagão, um vacilo e um resultado frustrante
Alvinegro é o 2° colocado do grupo A com 8 pontos e volta a campo quarta-feira (29), contra a Juazeirense
Lucas AuditoreASA 1 x 1 Confiança - Copa do Nordeste

 Equilíbrio, paralização e tudo igual no fim.

ASA e Confiança ficaram no 1 a 1 em jogo válido pela 4ª rodada da Copa do Nordeste.

Geralmente quando estas duas equipes se enfrentam, os jogos são repletos de equilíbrio. No entanto, no primeiro confronto dos dois clubes pela 'Lampions', a partida tornou-se atípica. Na metade do segundo tempo, uma das torres do Estádio Coaracy da Mata Fonseca ficou sem fornecimento de energia.

O episódio deixou o jogo paralizado por mais de uma hora. Fator que naturalmene influenciou em toda a sequência após a bola rolar novamente.

A equipe do técnico Itamar Schülle foi escalada com sua força máxima. O treinador optou pela natural formação: o 4-2-3-1/4-3-3. Contudo, com outra variação através de um 'novo' posicionamento.

Sammuel não foi o jogador aberto pelo lado direito; Wandson foi escalado para jogar na função de ponta no setor. Motta, que naturalmente joga mais centralizado como meia, nesta formatação, tornou-se o ponta pela esquerda (pelo menos no papel).

A ideia não deu muito certo. Embora o ASA tenha vencido o primeiro tempo por 1 a 0. Entretanto, teve muita dificuldade na fases do jogo diante deste fator.

O setor ofensivo ficou desequilibrado. Por características, Motta fazia o jogo por dentro ao invés de tentar gerar amplitude ou buscar a profundidade. Dessa forma, através desta movimentação, basicamente ficava um vazio no lado esquerdo de ataque. Aspecto que também influenciou na organização ofensiva. Inclusive, no primeiro tempo, o time do Confiança explorou bem essa 'lacuna' oferecida pelo ASA.

Na segunda etapa, com vantagem e o ajuste feito no lado esquerdo, o time alvinegro voltou melhor. Mais equilibrado, organizado, bem destribuído e compactado em sua fase defensiva. Então, veio a famigerada paralização por falta de energia em uma das torres do estádio.

No retorno do jogo, o Confiança voltou mais intenso, ligado e aceso. O técnico Cláudio Caçapa fez mudanças e trocou seu esquema. Saiu do 4-3-1-2, formatação que iniciou o jogo, e colocou o time num 4-3-3. Dois volantes, um meia que flutuava entrelinhas, dois pontas e um centroavente.

A ideia era: alargar o campo, gerar profundidade e encaixar o jogo entrelinhas. Deu certo. Apesar do ASA ter ajustado o corredor esquerdo, o time cedeu espaços de linha de passe por dentro. Antes do gol, inclusive, o 'Dragão' já havia encaixado dois ou três passes pelo centro do jogo que gerou perigo para time arapiraquense.

Antes de sofrer o gol, o ASA tentou controlar o jogo com a posse. Mas tornou-se um domínio de posse pouco efetivo: troca de passes na mesma faixa de campo, sem progressão e sem agredir o adversário. 

Ainda assim, o Gigante criou duas chances para matar o jogo. Porém, não teve eficiência para ampliar o placar.

E aí veio o velho ditado que materializou-se em campo: a bola pune.

Num momento de baixa na concentração alvinegra, o Confiança começou a agredir mais, ocupar mais o campo ofensivo e através de uma bola parada, após um bate rebate, chegou ao seu gol, deixando tudo igual.

Para o time sergipano, um ótimo resutado devido as circunstâncias. Para o ASA, um empate com gosto de derrota. Uma gigante sensação de frustração que emanava do campo para a arquibancada e vice-versa.

Fazendo um trocadilho, foi o jogo do apagão. Seja de energia ou comportamento em campo.

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