02/04/2026 11:43:16
André Avlis
ASA 2 X 3 CSA - O fantasma do vice assombrou mesmo quando não valia "nada"
Alvinegro perdeu sete finais nas últimas cinco temporadas
Allan MaxASA 2 x 3 CSA - Final Copa Alagoas

  O mesmo roteiro de um filme de terror que parece não ter fim.

A final da Copa Alagoas mostrou-se para ASA e CSA como um jogo de pouca relevância no quesito objetivo traçado. Os dois clubes já haviam garantido vaga na Copa do Brasil 2027, então o que a competição contempla, já havia sido alcançado.

No entanto, outros fatores poderiam tornar-se elementos para uma sequência na temporada. Especialemte o aspectos anímico, mental e espiritual. O brio que é necessário para gerar confiança para o decorrer do ano. A conquista de um título.

Um paradoxo. Do tipo de quem perdesse, aquela irrelevância inicial se transformaria em cobrança. E foi assim com o ASA.

No jogo, um CSA aceso, ligado e intenso desde o primeiro minuto.

O técnico azulino, Moacir Júnior, montou o time mais uma vez no 4-3-1-2 com variação para o 4-3-3. Um meio-campo com três volantes, um ponta fixo para gerar amplitude, um meia aberto na outra ponta e outro meia como um 'falso nove'.

A ideia de ter mobilidade, troca de posições para confunfir a maracção por zona alvinegra e um jogo apoiado funcionou.

No momento com a bola, o time azulino fazia basicamente um 4-1-4-1. Kaylan fazia a sustentação, Bigode e Camacho adiantavam para gerar aproximações, participando também do jogo com preenchimento na última linha, Dudu Figueiredo fazia o jogo de 'fora para dentro' e Mateus Melo alternava entre ser o jogador de referência e também saía da sua função para fazer o jogo curto, apoiado.

O CSA poderia muito bem já aos 10 minutos de jogo está vencendo por 2 a 0.

Mesmo com o ASA equilibrando as ações da metade da primeira etapa até o fim do jogo, a equipe alvinegra ficou presa no jogo do Azulão. Seu jogo não fluiu, tampouco desenvolveu. Além de ter agressividade para atacar, com muito encaixe de espaços, o CSA neutralizou os pontos fortes do ASA.

Foi uma das apresentações do ASA com menor nível de performance nesta temporada.

Ainda que o ritmo e intensidade do jogo tenham baixado no segundo tempo, o CSA administrou bem o resultado variando a forma de defender entre o 4-4-2 e o 5-3-2. Ora utilizava a primeira variação até a intermediária, ora acionava a segunda para bloquear os corredores e o centro do jogo na organização ofensiva do ASA.

No abafa, o Gigante fez dois gols no fim. Mas o jogo já tinha sido resolvido.

Para o torcedor, o que inicialmente era indiferença com o jogo que não valia "nada", transformou-se em inquietação, frustração e cobrança. Um recado que dizia: nossa paciência acabou.

Com este revés, o ASA chega a sete finais perdidas em cinco temporadas. Como se um roteiro de um filme de terror se repetisse a cada momento decisivo. Um fantasma - que não seu mascote - que insiste em assombrar.

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