10/04/2026 14:57:48
André Avlis
Como uma ideia de 'última hora' fez o ASA vencer o CRB pela Copa do Nordeste
Alvinegro volta a campo pelo torneio para enfrentar o Confiança, em Arapiraca; já o Galo enfrenta o Fluminense-PI, fora de casa
Lucas AuditoreASA 2 x 0 CRB - Copa do Nordetse

Uma substituição que mudou o jogo.

O ASA venceu o CRB por 2 a 0 nessa quinta-feira (9), em jogo válido pela terceira rodada da Copa do Nordeste.

Quando a expressão 'aos 45 do segundo tempo' é utilizada, refere-se a algo feito nos últimos instantes. No caso do técnico do ASA, Itamar Schülle, aconteceu antes mesmo da bola rolar.

A escalação oficial do alvinegro anunciava um time com dois volantes (Vitão e Allef), distribuído num 4-2-3-1, com Sammuel fazendo a função na ponta direita. No entanto, ao ver a escalação do CRB, sobretudo, as características de alguns jogadores, Itamar mudou de ideia.

Eduardo Barroca, poupando a maior parte do seu time na partida, montou o time também num 4-2-3-1. Contudo, com um zagueiro (Wallace) fazendo a função de 2° volante e Luizão na sua posição habitual, de 'camisa 5'.

Schülle então trouxe para o time titular o atacante Wandson e tirou o volante Vitão. Assim, o ASA ficou formatado num 4-3-3, tendo em sua configuração apenas um volante de origem, dois meias (um preenchendo os espaços de segundo volante), dois pontas e um centroavante.

Acredito que Itamar percebeu que os dois volantes do CRB, por características, marcariam em zona, não saltariam para pressionar, muito menos fariam perseguições.

Então, se ele optasse por Sammuel mais aberto, fazendo seu jogo característico de 'fora para dentro' daria ao Galo o que ele queria: bloqueios de espaços por dentro. Em resumo, nestas condições, o jogador do ASA se marcaria. Porque a condição de movimentação seria transferida para o centro do jogo, na 'zona de conflito'.

Por isso, a mudança de plano foi: utilizar as beiradas, os corredores laterais buscando a profundidade. Além de ter mais força ofensiva no momento com a bola gerando profundidade e atacando a última linha do time regatiano.

Assim, o ASA continuou utilizando a saída de três montando um 3-2-5, no entanto, com dois pontas e laterais mais espetados, conseguiu gerar amplitude, alargou o campo do adversário e desequilibrou a defesa do CRB.

Motta e Sammuel faziam as movimentações de circular pelo centro do campo e Allef era o meio-campista da sustentação. Esta variação gerou incômodo no Galo. Além disso, a efetividade ofensiva esteve num bom nível dentro da partida.

Defendendo, o ASA utilizou duas variações. O time se organizava num 4-1-4-1 para bloquear o jogo entrelinhas do meia Guilherme Estrella, impossibilitando linhas de passe por dentro. Também acionou o 4-4-2, quando a ação era marcar em bloco médio. E por fim, quando precisou controlar o jogo, o 5-4-1 (com três zagueiros) foi acionado.

Percebam: dentro de uma mesma partida, o ASA conseguiu ter um bom repertório tático nos dois momentos do jogo. Foi uma vitória que dá confiança, mas ainda tem alguns aspectos que precisam ser ajustados, corrigidos e implantados. Até porque, mesmo com a boa performance, o time vive um momento de reformulação e reconstrução.

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