
Ficou no quase.
O Fortaleza venceu o CRB por 2 a 1, de virada, na partida de ida da 5ª fase da Copa do Brasil, nesta quarta-feira (22), jogando na Arena Castelão.
Em meio a uma crise dentro de um período sem vitórias, Eduardo Barroca, escolheu um esquema tático diferente e um conceito mais reativo para o confronto contra o time cearense.
O treinador escalou a equipe no 3-5-2, na tentativa de espelhar o esquema utilizado pelo técnico tricolor, Thiago Carpini.
A ideia era preencher bem a frente da área, bloqueando o jogo por dentro do adversário e ter nos corredores laterais inibindo as jogadas de beirada.
O CRB defendia com uma linha de cinco, no entanto, dentro da formatação em 5-3-2. O time não fazia pressão na saída de bola, mas baixava seu bloco defensivo para compactar os setores e não oferecer linhas de passes para o portador da bola.
No primeiro tempo, o plano deu certo. O time foi consistente para defender e conseguiu transitar bem para o ataque, até que fez um gol em uma jogada pelo lado esquerdo.
O Fortaleza empatou ainda na primeira tapa com um gol de falta. Embora na etapa inicial não tenha conseguido traduzir todo o domínio através da posse de bola em chances criadas e superioridade para gerar incômodo para o adversário.
Carpini monta seu time numa espécie de 3-4-1-2. Dentro da formação, na organização ofensiva, a equipe varia entre o 3-4-3 e o 3-2-5.
A maior dificuldade do Leão no primeiro tempo foi não conseguir gerar amplitude para buscar inversões em diagonais que desequilibrassem a defesa bem postada do CRB. O lado esquerdo do time teve pouca ocupação de espaço e por isso a equipe alagoana conseguia neutralizar as ações pela faixa de campo.
Veio o segundo tempo e com ele o ajuste pontual que fez o Fortaleza ser soberano na última metade do jogo.
Thiago Carpini espetou um de seus atacantes no lado esquerdo para fazer uma dobra com o lateral, fez seu meia circular por dentro para ter o jogo apoiado aproximando com os volantes ao invés de abrir na beirada do lado direito, deixou o lateral-direito com o corredor e conseguiu propiciar o que não tinha provocado: amplitude e profundidade.
As aproximações causaram superioridade numérica na zona da bola, sobrecarregando a marcação do CRB e as inversões em diagonal quebraram o balanço defensivo.
Se no primeiro tempo, o Galo suportou bem as investidas do Fortaleza, no segundo tempo a superioridade e o domínio ficaram evidentes. O gol veio através de uma das poucas vezes que o time regatiano ofereceu espaços por dentro.
O placar ficou até barato pelo que conseguiu produzir o time tricolor. Era difícil para o CRB manter, especialmente, a consistência na marcação sem ter o desgaste físico de um time que ficou bem menos com a bola. Humanamente impossível.
De fato e evidente. Um plano que quase deu certo.

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