
Nos embalos de uma noite dramática de Copa.
Para o torcedor palmeirense, não era necessário tanta emoção para chegar em mais uma final de Libertadores.
A vantagem de 2 a 1 contra o Fluminense construída no Maracanã, poderia ter sido um prenúncio de um confronto mais tranquilo. Ledo engano.
O jogo teve muito mais transpiração que inspiração em grande parte do tempo. As duas equipes foram muito eficientes taticamente, sobretudo no momento sem a bola. Poucos espaços foram oferecidos entre ambos.
Do lado verde, pouca objetividade, dificuldade de atacar a profundidade e poucas definições no gol do goleiro Fábio - que pouco trabalhou nos 90 minutos. Já o tricolor, embora não tenha tido tanto volume de jogo, mudou a postura no segundo tempo e conseguiu explorar uma jogada por dentro para Hércules definir em gol.
O Palmeiras esboçou uma mudança de comportamento para reparar o dano criado pelo gol, mas o tempo já não era seu amigo como foi em grande parte da decisão. Mas a forma ponderada de jogar, como quem "sentou" em cima de uma vantagem foi cobrada.
Assim como no Maracanã, o Flu conseguiu de forma heróica se manter vivo. Conforme disse o técnico Marcão em uma das paradas para reidratação, "não falarei de tática, agora vai ser mais coração". E foi. De uma forma materializada, tal qual um dos doze trabalhos de Hércules e suas façanhas.
Então, vieram as penalidades e outro herói apareceu. O mesmo que no Rio de Janeiro falhou e deixou o tricolor vivo na disputa. Uma cobrança defendida, como se o espírito de um santo bem conhecido do torcedor encarnasse no gigante alviverde.
Um drama em noite de Libertadores. Daqueles que só a competição pode proporcionar. Entre heróis e vilões; felicidade e tristeza. E apenas um na permanência, na busca pela 'glória eterna'.

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