
Pelo Boca e pela boca.
Após uma vitória histórica por 1 a 0 na mística e temida La Bombonera, o Vasco teve todas as chances possíveis de se classificar diante do Boca Juniors.
Luta para jogar no Maracanã, torcida engajada 100% para a decisão, estádio lotado e uma boa vantagem.
No entanto, antes de todo esse cenário, após o jogo contra a equipe 'Xeneize' na Argentina, a euforia de um grande resultado fez a comemoração mascarar-se de uma certa petulância, como se a parada já estivesse resolvida.
Thiago Mendes, capitão e líder da equipe, ao fim do primeiro jogo repostou uma imagem em que rasgava o escudo do Boca. Logo após a má repercussão pediu desculpas e apagou a postagem. Na onda do bom resultado, alguns torcedores encarnaram o mesmo teor da postagem. Talvez 'esquecendo' que ainda aconteceria o jogo de volta
Através deste fato, apesar de suas limitações técnicas, parece que a "zoação" era o combustível que o time argentino precisava. A 'munição' que fez o Boca Juniors encarar o jogo como uma iminente guerra. E foi esse o espírito. A concentração, vontade, entrega e apetite em cada divida eram aparentes.
Já o Vasco, mesmo superior em alguns momentos do jogo, não conseguiu ter o mesmo nível de atuação que conseguiu em outras partidas.
Assim, a noite que poderia ser de festa, transformou-se em tristeza, raiva, decepção e um sentimento vexatório.
Mais um exemplo que até para zoar ou falar, é necessário esperar o fim de todo o confronto. Caso contrário "surpresas" podem acontecer ou ditados se materializarem em campo. Como um peixe que morre pela "Boca".

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