30/04/2026 18:59:45
André Avlis
Oscilação do ASA preocupa e solução pode ser a volta para seu "velho" esquema
Alvinegro vai enfrentar o Sport nas quartas de final da Copa do Nordeste no dia 6 de maio, em Recife
Felipe AlvesJuazeirense 1 x 1 ASA - Copa do Nordeste

Incostância que preocupa.

O ASA empatou por 1 a 1 com a Juazeirense nessa quarta-feira (29), em jogo válido pela 5ª rodada da Copa do Nordeste. Com o resultado, o time alagoano conseguiu classificação para as quartas de final da competição e vai enfrentar o Sport, dia 6 de maio (quarta-feira), às 21h30, na Ilha do retiro, em Recife.

A performance contra o time baiano mais uma vez foi oscilante.

O Gigante não fez um bom primeiro tempo. Foi um time espaçado, com setores desconectados e desencaixe no tempo para pressionar o adversário. A organização ofensiva ficou comprometida pela falta de organização e, especialmente, por espaços pouco preenchidos do lado direito.

Estes fatores ofereceram espaços para a Juazeirense que por pouco não aproveitou melhor tal vantagem - faltou eficiência.

Para a partida, Itamar Schülle optou mais uma vez por uma variação do seu 4-3-3: uma linha de quatro defensiva, dois volantes, um meia centralizado, outro meia aberto pela direita, um ponta pela esquerda e um centroavante.

A configuração tática não mudou. Assim como as mesmas dificuldades de jogos anteriores.

Um dos problemas que Itamar enfrenta, são os lados do ataque; as beiradas. O treinador vem tentando usar meio-campistas para fazer as funções. Já utilizou Sammuel e Motta em ambos os lados. No entanto, mesmo com a qualidade dos jogadores, há instabilidade no desempenho tático da equipe.

Contra a Juazeirense ficou muito evidente, sobretudo no primeiro tempo, que existe um problema de organização, ocupação e preenchimentos de espaços, movimentos coordenados para gerar amplitude, além da pouca amplitude e profundidade.

O ajuste veio de cara, já intervalo. Para posteriormente o Gigante ser superior em todo o segundo tempo.

A equipe manteve-se num 4-3-3, no entanto, dentro de outra configuração. Ao invés de um meia mais aberto na extrema direita, o técnico colocou um ponta de origem. O ASA ficou distribuído com uma linha de quatro, dois volantes, um meia mais centralizado, dois pontas de pé invertido e um centroavante.

Uma mesma formação, com outras funções dentro das posições.

O time ficou mais organizado. Na fase defensiva, os espaços oferecidos para o adversário acabaram. A equipe se manteve defendendo com duas linhas de quatro no 4-2-2, contudo, com uma diferença: os pontas baixavam para dobrar com os laterais para bloquear os lados do adversário.

Além disso, houve mais compactação entre as linhas. O bloco defensivo ficou mais justo e conectado.

No momento com a bola, melhor ocupação de espaços. Os pontas mais abertos geravam amplitude e os movimentos atacando a linha defensiva do adversário prpiciava profundidade. Tudo o que faltou na primeira parte do jogo.

O ASA se organizava para criar num 3-2-5. Outro ajuste feito foi a maior liberdade para o volante Allef se movimentar entre a intermediária para infiltrar e romper as linhas defensivas da equipe baiana sem a bola. A melhora ficou clara. O controle do jogo com a posse voltou, o jogo curto que gera superioridade apareceu e houve predomínio.

Por isso, agora com uma peça (Marquinhos Brazion) que faça a função na ponta-esquerda de pé invertido, sendo da posição, acredito que chgeou a hora do técnico Itamar Schülle voltar para seu "velho" esquema e utilizar a variação com dois pontas.

E-mail: portaltodosegundo@hotmail.com
Telefone: 3420-1621

Todo Segundo - O maior portal de notícias do Agreste e Sertão de Alagoas.. ©2026. Todos os direitos reservados.