
Existe uma velha regra da política eleitoral: quem está no poder começa a eleição com uma vantagem — mas também carrega para as urnas a avaliação do próprio governo.
É por isso que a reeleição de Lula em 2026 não pode ser analisada apenas pelo tamanho de sua base eleitoral ou pela força histórica do lulismo. É preciso olhar para os números.
E eles contam uma história importante.
Nos últimos ciclos de reeleição presidencial, existe um dado que chama atenção: a avaliação positiva do governo, medida pela soma de “ótimo” e “bom”, estava acima ou próxima dos 40% em diferentes levantamentos.
Fernando Henrique Cardoso chegou à disputa pela reeleição com 43% de avaliação ótima ou boa.
Foi reeleito.
Lula chegou à sua tentativa de reeleição com 53% de ótimo ou bom.
Foi reeleito.
Dilma Rousseff tinha 45% de avaliação positiva.
Foi reeleita.
Em 2022, Jair Bolsonaro apresentava 38% de ótimo ou bom em levantamento citado na comparação.
Não foi reeleito.
Agora, chegamos a 2026.
Lula aparece com 34% de ótimo ou bom.
A diferença chama atenção.
Nos exemplos anteriores, os presidentes que conseguiram a reeleição estavam acima dos 40% nesse indicador.
Bolsonaro ficou abaixo dessa marca e não conseguiu a reeleição.
Agora, Lula também aparece abaixo dos 40%.
A conta, portanto, é simples:
FHC: 43% → reeleito
Lula: 53% → reeleito
Dilma: 45% → reeleita
Bolsonaro: 38% → não reeleito
Lula 2026: 34% → eleição pela frente
É claro que uma estatística histórica não determina o resultado de uma eleição.
Mas ela mostra um padrão que merece ser observado.
E o número atual de Lula está abaixo da marca de 40% utilizada nessa comparação.
Mais do que isso: segundo a última pesquisa Datafolha, 42% avaliam o governo como ruim ou péssimo, enquanto 34% classificam a administração como ótima ou boa.
São 8 pontos de diferença entre a avaliação negativa e a positiva.
A matemática, portanto, está colocada.
Nos últimos exemplos de presidentes que buscaram a reeleição, quem ultrapassou a marca dos 40% de ótimo/bom conseguiu permanecer no cargo. Quem ficou abaixo dela não conseguiu.
Agora Lula está em 34%.
Será que a história vai se repetir?
Essa resposta não está na pesquisa.
Está na urna.
Mas, antes de outubro, existe um número que chama atenção:
34%.
E, em uma eleição de reeleição, números também contam uma história.

E-mail: portaltodosegundo@hotmail.com
Telefone: 3420-1621