
Arthur Lira chega ao Senado sem colocar a Presidência da Casa no horizonte de 2027. O olhar, ao que tudo indica, pode estar mais adiante: 2029.
Eleito senador por Alagoas com 948.703 votos, Lira leva para o Senado a experiência de quatro mandatos como deputado federal e dois períodos no comando da Câmara.
E é justamente essa experiência que pode pesar nas articulações dos próximos anos.
A lógica seria simples: 2027 para articular, construir relações e fortalecer espaço; 2029 para disputar a Presidência do Senado.
E há um detalhe que muda o cálculo: o mandato do presidente do Senado é de dois anos, o que impede a recondução na mesma legislatura. Em uma nova legislatura, porém, a recondução pode ocorrer — o que coloca 2029 em outro patamar para Lira.
Na prática, se Lira chegar à Presidência em 2029 e reunir apoio novamente, poderá disputar a recondução em 2031, já em uma nova legislatura.
É por isso que a disputa de 2027 pode não ser o foco de Lira.
A Presidência do Senado não interessa a Lira em 2027 — o olhar está em 2029.
Até lá, o jogo será de articulação e construção de maioria.
Porque, nesse cenário, Lira não estaria apenas pensando em ocupar a cadeira.
Estaria pensando também em quanto tempo poderá permanecer nela.

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