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Alagoas
Postada em 01/03/2019 15:30 | Atualizada em 01/03/2019 19:08 | Por Todo Segundo
Dor e comoção marcam velório e sepultamento de Ana Karolina em Palmeira
Jovem faleceu na manhã da quinta-feira (28), pouco mais de mês de ser submetida a um transplante de coração
Corpo da jovem Ana Karolina, foi velado e sepultado, em Palmeira dos Índios, sua cidade natal - Foto: Todo Segundo

O corpo da jovem Ana Karolina Gama de Moraes Correia, 29 anos, foi velado e sepultado na tarde desta sexta-feira (01), em Palmeira dos Índios, sua cidade natal. 

O velório ocorreu no Cemitério Campo Santo Parque do Agreste, mas a família optou por fazer o sepultamento no Cemitério do Povoado Lagoa da Areia dos Marianos, na zona rural do município, onde outros parentes já foram sepultados. O enterro foi marcado pela comoção dos familiares e amigos da jovem, que diziam não acreditar em sua partida.

Karol como era carinhosamente chamada, faleceu na manhã da quinta-feira (28), em um Hospital Particular, em Maceió, pouco mais de mês de ser submetida a um transplante de coração, após ter seu quadro clínico agravado na terça-feira (26), devido a um problema pulmonar.

A morte de Ana Karolina Gama comoveu muitos alagoanos, que mesmo sem conhecê-la pessoalmente, se mobilizaram e prestaram homenagens no velório e nas redes sociais. “O que Karol fez, não foi em vão, ela mudou no estado a visão em relação a doação de órgãos. Essa missão foi cumprida, e Deus escolheu a pessoa mais certa pra isso. Obrigado a todos pelas orações, que não foram poucas”, disse chorando a prima de Ana Karolina, Alyne Gama, ao relembrar o que as duas viveram desde infância.

A doença

Ana Karolina foi diagnosticada com uma doença rara no coração, a miocardiopatia periparto, 48 horas depois do parto da sua primeira filha. A doação ocorreu pouco mais de um ano depois de descobrir a doença. A paciente recebeu o novo coração no dia 22 de janeiro, após ela encontrar quatro corações compatíveis e as famílias dos possíveis doadores se negarem a fazer as doações.

O transplante ocorreu dentro da normalidade, bem como as doações de sangue das quais ela precisou quase um mês depois de passar pela operação. Entretanto, como ela já estava debilitada antes mesmo de fazer a cirurgia, os outros órgãos precisavam se adaptar ao novo coração.

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