Dólar hoje 4,165
27ºC em Arapiraca, Chuvas esparsas
Polícia
Postada em 11/06/2019 07:08 | Atualizada em 11/06/2019 07:12 | Por Todo Segundo com Ascom MPE/AL
Gaesf prende três empresários e ex-funcionária em Maceió
De acordo com o MPE/AL, empresários provocaram prejuízos de R$ 4 milhões a cofres públicos com emissão de notas frias
Operação acontece em Maceió / Gaesf - MPE/AL - Foto: Assessoria - MPE/AL

Uma operação desencadeada pelo O Grupo de Atuação Especial em Sonegação Fiscal e Lavagem de Bens (Gaesf) do Ministério Público Estadual de Alagoas (MPE/AL) na manhã desta terça-feira (11), prendeu três empresários e uma ex-funcionária de uma empresa que tem sede no bairro Tabuleiro do Martins, parte alta de Maceió.

De acordo com o MPE/AL, os quatro são acusados de fraude fiscal, com prejuízo aos cofres públicos que pode ultrapassar os R$ 4 milhões. Os mandados foram cumpridos nos bairros do Tabuleiro Novo, Levada e Antares, na Capital.

Segundo o MPE/AL, foram presos os empresários Livirson Kleber Soares Santos – que já responde a um processo por estelionato contra várias vítimas, Jorge Luiz Rodrigues de Queiroz e Severino Rodrigues de Queiroz, além de Natalhie Conrado Soares, que trabalhou na empresa usada para cometer os crimes. Todos eles são acusados de integrar uma organização criminosa que emitia notas fiscais falsas por meio da Jormed Comércio LTDA – ME, entre os anos de 2017 e 2018.

Investigações do Gasef apontam que a Jourmed citada simulava a venda de medicamentos para outras empresas, mas não concluía boa parte das transações – emitindo notas frias, sem o devido recolhimento do imposto, e recebendo o valor integral da venda sem a devida taxação legal. Os produtos comprados jamais foram entregues, o que resultou em um rombo milionário ao tesouro estadual.

A operação, batizada de "Barnum", também apreendeu veículos em posse dos investigados e documentos, além de outros dispositivos pertinentes às apurações. Todo esse material, após ser analisado pelas autoridades competentes, será encaminhado ao Poder Judiciário, que decidirá, ao final do processo, o seu destino.

A operação foi comandada pelos promotores de justiça Cyro Blatter – coordenador do Gaesf, Guilherme Diamantaras, Kleber Valadares, Lídia Malta, Eloá de Carvalho e Rodrigo Soares.

Barnum

O nome da operação faz menção ao antigo empresário norte-americano Phineas Taylor Barnum que, no século XIX, visando armazenar grandes quantias de dinheiro em seu cofre, promovia espetáculos construídos por meio de fraudes. O Gaesf é composto, além do Ministério Público, pela Secretaria de Estado da Fazenda e pelas Polícia Civil e Militar de Alagoas.

Também compuseram as equipes que cumpriam as diligências militares do Batalhão de Polícia de Trânsito, do Batalhão de Polícia Rodoviária, do 1º Batalhão da Polícia Militar, além de delegados e agentes da Polícia Civil e do Instituto de Criminalística de Alagoas.

Comentários

Utilize o formulário abaixo para comentar.

Ainda restam caracteres a serem digitados.
*Marque Não sou um robô para enviar.
Compartilhe nas redes sociais:

Utilize o formulário abaixo para enviar ao amigo.