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André Avlis

Sobre o autor

Radialista, natural de Maceió, cresceu em Arapiraca e trabalhou nas rádios, Cidade, A Voz do povo é a voz de Deus, Metropolitana FM, Novo Nordeste, Nova FM e atualmente trabalha na Pajuçara FM.
Postada em 21/05/2020 08:48 | Atualizada em 21/05/2020 08:51
FUTEBOL/CORONAVÍRUS: Flamengo; um mundo paralelo ou "apenas" arrogância?
Jogadores do clube carioca fizeram trabalho no gramado, na manhã da última quarta-feira (20). No Rio de Janeiro, Prefeitura não autorizou e não recomenda a volta das atividades.
Foto: Globo Esporte

A pressa pela volta do futebol, parece deixar algumas pessoas baratinadas. Alucinadas.

Antes de falar sobre o Flamengo, deixa eu passar alguns dados importantes.

A Secretaria do Estado do Rio de Janeiro informou que, até a última quarta-feira (20), o estado tinha 3.237 mortes causadas pela Covid-19, o novo coronavírus e 30.372 casos. Na capital, até o dia 19/05, os óbitos chegaram a 2.249.

No Brasil, são 18.859 mortos por conta da Covid-19. São 291.579 infectados e um total de 116.863 recuperados. Números divulgados pela Ministério da Saúde (até ontem).

Outro fato importante é que no novo retorno, o clube carioca ainda tem mais dois jogadores com o vírus. Pois, dos três que testaram positivo nos exames iniciais, dois já se recuperaram, mas um quarto deu positivo no teste da última segunda-feira (18). Totalizando então: 2 contaminados e 2 curados (além de 2 que pegaram e já estavam imunizados antes do exame inicial).

Pois bem.

Pode ser prepotência, arrogância, petulância ou vivência num mundo paralelo. Eu chamo de irresponsabilidade (mesmo com todos os cuidados, que dizem tomar). Não dá para imaginar a volta do futebol brasileiro, no atual momento. No atual período. No atual cenário. Não dá. E isso serve para todos os clube que, principalmente, infringirem ou desrespeitarem as normas.

É tudo o que citou Maquiavel: "Dê poder ao homem, e descobrirá quem realmente ele é". No caso, os homens. Parece que o patamar que tanto falam, fez baratinar as ideias. Fazendo com que se achem acima da lei, norma, regra. Indo de encontro a medidas adotadas por autoridades. "Sambando" na cara do problema que é eminente.

Parece um filme repetido. Foi assim no que eu chamo de "A Grande Tragédia". O mesmo roteiro: displicência, irresponsabilidade, negligência, menosprezo, desdenho. E no fim...Há! o fim vocês já sabem.

Colocam assim o Futebol em um pedestal. Como se fosse um ser supremo, essencial. E mais uma vez: não é. Há fatores mais importantes em jogo, tipo a vida e a saúde. Esse universo, rubro-negro, paralelo é só mais um caso do cúmulo de quem o faz e vive. O cúmulo da imbecilidade. Ponto.

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