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Postada em 04/03/2026 14:49 | Atualizada em 04/03/2026 14:51 | Por Todo Segundo

Alagoas é o 3º estado com menor taxa de feminicídios com medida protetiva

Estado aparece entre os menores índices no ranking divulgado nesta quarta-feira (04)
Alagoas é o terceiro estado com menor taxa de feminicídios com medida protetiva - Foto: Todo Segundo / Arquivo

Alagoas ocupa a terceira posição entre as unidades da federação com menor percentual de vítimas de feminicídio que possuíam Medida Protetiva de Urgência (MPU) vigente no momento do crime. O dado faz parte da pesquisa Retrato dos Feminicídios no Brasil, divulgada nesta quarta-feira (4) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

De acordo com o levantamento, Alagoas registrou índice de 4,5%, ficando atrás apenas do Distrito Federal (4,3%) e do Maranhão (4,3%), que apresentaram os menores percentuais do país entre os estados analisados.

No total, a pesquisa avaliou 1.127 casos de feminicídio em 16 unidades da federação. Desses, 148 mulheres — o equivalente a 13,1% — foram assassinadas enquanto estavam sob proteção judicial. Já a maioria das vítimas, 86,9%, morreu sem nunca ter acessado uma medida protetiva.

Em contraste com os estados de menor índice, o estudo revela situações mais críticas em outras regiões. No Acre, 25% das vítimas possuíam medida protetiva quando foram mortas. Em Mato Grosso, o percentual foi de 22,2%, enquanto na cidade de São Paulo chegou a 21,7%.

Em números absolutos, o maior volume foi registrado em Minas Gerais, onde 69 mulheres foram assassinadas entre 2021 e 2023 mesmo com a MPU em vigor, representando 16,7% dos casos no estado.

Os especialistas do FBSP alertam que a concessão da medida protetiva, isoladamente, não garante a preservação da vida. Segundo o estudo, a maioria dos feminicídios é cometida por parceiros (59,4%) ou ex-parceiros (21,3%), o que evidencia a necessidade de monitoramento constante.

A principal recomendação é ampliar unidades especializadas, como as Patrulhas e Rondas Maria da Penha, compostas por policiais militares e guardas municipais. O acompanhamento periódico, segundo o relatório, cria vínculo com a vítima e permite identificar sinais de escalada da violência.

O uso de tecnologia — como tornozeleiras eletrônicas para agressores e botões do pânico para vítimas — também é apontado como ferramenta complementar, mas não substitui a presença institucional qualificada.

O levantamento é divulgado em um momento alarmante: o Brasil registrou, em 2025, um recorde de 1.568 feminicídios — média de quatro mulheres mortas por dia por razão de gênero.

Mesmo figurando entre os estados com menor percentual proporcional, Alagoas ainda integra um cenário nacional que exige reforço na fiscalização das medidas protetivas e políticas públicas mais eficazes para impedir que a violência avance até o desfecho fatal.

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