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André Avlis

Sobre o autor

Radialista, natural de Maceió, cresceu em Arapiraca e trabalhou nas rádios, Cidade, A Voz do povo é a voz de Deus, Metropolitana FM, Novo Nordeste, Nova FM e atualmente trabalha na Pajuçara FM.
Postada em 25/09/2018 07:26 | Atualizada em 25/09/2018 07:36
ASA: 66 anos do Gigante de Alagoas
Alvinegro completa hoje, seu sexagésimo sexto ano de existência

O ano era 1951 e não se imaginava o que estaria por vir na história alvinegra. Antes mesmo de ser o ASA, o Gigante foi Ferroviário.

Ferroviário, como o nome já diz, algo que se remete a ferro ou propriamenta, a linha ferrea que na época estava sendo construída em Arapiraca. Como todo brasileiro, os funcionários que ali trabalhavam, amavam e se divertiam com uma coisa, o futebol. Porém, como a construção da estrada de ferro havia sido concluída, o tal Ferroviário acabou e junto dele a diversão das tardes de domingo.

Chega o ano de 1952, exatamente no dia 25 de setembro. O buraco deixado pela falta de uma diversão aos domingos era enorme na cidade, pela rotina de assistir o futebol de perto. Então, o Sr. Antônio Pereira Rocha, primeiro presidente do clube, após várias reuniões, criou a ASSOCIAÇÃO SPORTIVA ARAPIRAQUENSE. Aí surgia o ASA. 

Foi campeão de cara no primeiro campeonato que disputou, em 1953. Título que só foi reconhecido na década de 90, após pesquisas de historiadores que conseguiram provar o que realmente havia acontecido. 

Antes de ser o Gigante, foi o "Fantasma de Alagoas". Em 1977 virou Agremiação, mas não deixou de ser ASA. Teve um jejum, indesejado jejum de títulos. Só voltou a vencer um estadual após 47 anos, em 2000. E que estadual, a torcida que o diga e que diga. Pois até hoje se arrepia ao ver aquele gol de Jaelson e um tal Trapichão que estava mais azul e branco, calado, paralizado.

A partir daí, o Alvinegro foi senhor do Estado, a década de 2000 foi brilhante. Assim como os olhos dos torcedores quando viam o ASA jogar nesse período. Veio o bicampeonato em 2001 novamente contra o CSA, que não metia mais medo. Pois o Alvinegro tinha um tal de Denilson Furacão. Em 2002, conseguiu o que era impossível, quer dizer, nada é impossível para um gigante e o Palmeiras caiu diante do "pequeno" time da terra do fumo.

Em 2003 outro título. O time comandado por Moisés, que fazia gols de cabeça como ninguém. Aliás, como Freitas, que tinha o mesmo faro de gol. Em 2005 mais um título e que título. Época que o Gigante era mais temido, e fez juz a isso. Tinha um paredão no gol chamado Delmir; um tal de Jota, cria da cidade, que leva em seu nome o "guerreiro". Guerreiro como era aquele time.

O ano do acesso para a Série B, 2009. Com título alagoano e vice do nacional. A década continuava tendo um dono em Alagoas e era o ASA. Em 2011 veio o último título conquistado e com ele agora, um pequeno jejum.

O Gigante, Fantasma e o time da terra do fumo. Da terra dos marechais. Dos craques da esportiva. E que craques. Acebílio, Berinho, Curau, Bió, Ceba, Panquela... Esses devem está felizes. Pois fizeram parte e ajudaram o time que começou como diversão das tardes de domingo, a virar um Gigante. 

E como diz o hino, o ASA gigante tornai e há de retornar a seu posto. Com a mesma bravura, porque ide avante ele irá continuar a lutar.

Parabéns ASA! Pelos seus 66 anos.

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