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André Avlis

Sobre o autor

Radialista, natural de Maceió, cresceu em Arapiraca e trabalhou nas rádios, Cidade, A Voz do povo é a voz de Deus, Metropolitana FM, Novo Nordeste, Nova FM e atualmente trabalha na Pajuçara FM.
Postada em 15/11/2018 09:37
BRASIL: Flamengo, 123 anos do mais querido do Brasil
Dia 15 de Novembro de 1895 era estabelecida a data de fundação do Clube de Regatas Flamengo

 Há 123 anos era fundado o mais querido do Brasil. Queridos pelos seus, talvez odiados pelos que não são seus.

Lá em 1895 um grupo de amigos queria ingressar na modalidade do Remo. Porém, sem sucesso, pois os resultados eram sempre ruins. Talvez fosse um presságio para que outro esporte aparecesse. O futebol. Veio então o time de futebol, que estreou oficialmente no dia 3 de maio de 1912, com uma goleada de 15 x 2 sobre o Mangueira.

Mal imaginavam esses "loucos" amigos o que essa ideia de jerico iria se tornar. Tornou-se o mais querido. A nação. Uma entidade.

Teve Zizinho na década de 40, que para muitos foi o maior jogador antes de Pelé. Eram tempos difíceis, o time que perdera Zizinho não conseguia mais engrenar e após sua saída tiveram que chamar um técnico estrangeiro para dar jeito na casa, Freitas Solich, paraguaio, que comandou um ataque poderoso com Joel, Evaristo de Macêdo, Zagallo e Dida. Aí sim, os tempos de alegrias voltaram.

Um time que já teve um Imperador, um Deus da Raça e um Skeik, tem apenas um Rei. Arthur Antunes Coimbra, um tal de Zico. Estreou em 1971, para se imortalizar na história. Era o início daquele time que venceria a Libertadores e o Mundial de 81. Na América, contra o Cobreloa. No Mundo, contra o Liverpool. Um dos melhores times da história, sem sombra de dúvidas. Jogavam por música. Samba, de preferência. Pois o maestro Junior estava na parada. Orquestrando o meio, estavam Adílio, Andrade e Tita, fazendo tudo para que Nunes apenas finalizasse o trabalho.

A década 80 foi de glórias e mais glórias. Assim como é a história rubro-negra. O tempo foi passando e novos ídolos apareciam. Já teve o mais carioca dos gaúchos, Renato. Bebeto que nem sonhava embalar seu neném e seguindo o ritmo do agora mais experiente, maestro Júnior, venceram o Brasileiro e a Copa do Brasil de 92. Um baixinho marrento também apareceu, cria do seu rival, porém, não tinha rival que o segurasse. Era o tal de Romário, que tratava todos como "peixe".

Raça, amor e paixão. Como gritam os torcedores. Mas poderia ser acrescentada uma palavra na frase: emoção. Emoção como o que sentiram os milhares de rubro-negros com aquele gol de Petckovic aos 44 minutos, na final do Carioca de 2001. Contra o Vasco. Campeonato que o Mengão reina, pois tem 34 títulos. O mesmo Pet que em fim de carreira ajudou o clube a ser campeão Brasileiro em 2009. Junto do Imperador, Adriano. O Didico da Vila Cruzeiro. Levando o clube ao seu quinto título da competição nacional.

A ideia de jerico dos amigos lá em 1895 rendeu frutos. Rende até hoje. E com certeza vai render. Pois, como uma nação, uma entidade não acaba, pelo contrário ela se reergue a cada ano que passa. Assim como a paixão do torcedor. Hoje é dia de festa, tão intensa como a que é feita nas arquibancadas. Intensa, honrada e cheia de brio. Como é o Flamengo, que é Flamengo e sempre será. O mais amado. Idolatrado. Venerado. Talvez odiado, mas só talvez.

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