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André Avlis

Sobre o autor

Radialista, natural de Maceió, cresceu em Arapiraca e trabalhou nas rádios, Cidade, A Voz do povo é a voz de Deus, Metropolitana FM, Novo Nordeste, Nova FM e atualmente trabalha na Pajuçara FM.
Postada em 02/12/2020 09:35 | Atualizada em 02/12/2020 09:36
FUTEBOL: O Flamengo não é mais aquele de 2019; e dificilmente voltará a ser
Rubro-negro é eliminado pelo Racing, nas oitavas de final da Libertadores e acumula agora a segunda eliminação em menos de um mês. Contando com a Copa do Brasil.
Jogadores após pênalti perdido, de William Arão.

 Um 'saudosismo recente' toma conta da torcida rubro-negra. Pois o ano de 2019 ainda traz bastante saudade.

No Maracanã, o Flamengo foi eliminado pelo Racing. No tempo normal, o mesmo 1 a 1 do jogo na Argentina e vitória dos 'hermanos' nas penalidades máximas. Com isso, em menos de um mês o time carioca acumula duas eliminações. Na Copa do Brasil (para o São Paulo) e agora na Libertadores.

Falando o que eu vi do jogo, em resumo: o Flamengo foi amplamente superior. Pressionou a saída de bola adversária a todo momento, criou chances de gol, teve posse de bola, conseguiu infiltrações e triangulações, jogando a maior parte do tempo na intermediária do Racing. Ou seja, foi soberano em se tratando de volume de jogo. Inclusive, também, quando ficou com um jogador a menos.

No entanto, os mesmos erros e falhas recorrentes apareceram. Tanto na parte das finalizações, no "matar o jogo", quanto na parte defensiva - que ia bem, até a expulsão de Rodrigo Caio. Então, um gol sofrido; e um salvador, a favor, no fim. Porém, na 'marca da cal' os argentinos foram mais eficientes.

Antes de dar minha opinião, irei trazer alguns números para ilustrá-la. O Flamengo em Libertadores e suas eliminações na década: 2012 (fase de grupos), 2014 (fase de grupos), 2017 (fase de grupos), 2018 (oitavas de final), 2020 (oitavas de final).

Em 2019, veio o título e o apogeu rubro-negro.

O ano do ápice do Flamengo não pode ser chamado de acaso - longe disso. Mas os anteriores a ele, foram horríveis. Com a chegada de Jorge Jesus e várias contratações pontuais de alto nível, o time se fortaleceu. Foi sem dúvida um dos melhores times dos últimos anos do Brasil e na América.

Um padrão inimaginável foi alcançado. De intensidade, organização tática, imposição técnica e a parte individual no seu estado puro. Aliado a um técnico que conseguiu extrair o máximo de seus jogadores, fazendo com que o nível coletivo chegasse, talvez, em seu último plano. Traduzindo, ainda, o desempenho em conquistas.

E por isso, amigos, a saudade do torcedor. Pois o difícil não nem tanto chegar a tais níveis, mas mantê-los.

O Flamengo de 2020 não é nem de longe o do ano passado - isso já é notório. Tanto dentro de campo quanto fora. Na parte do futebol e administrativa. As falhas estão sendo escancaradas agora. Entre contratações equivocadas - ou que não deram certo - ou mudança de técnico. Algo que reflete de forma contundente no desempenho do time.

Portanto, o ano atípico e anormal - por méritos - de 2019, dificilmente será repetido. Por todos os fatores e aspectos que atualmente cercam o Flamengo. Então, após mais uma eliminação precoce, é hora de colocar todas a energias no Brasileirão. Pois é o que resta. E a obrigação de vencê-lo só aumentou.

Porque se isso não acontecer, poderemos chamar a temporada 2020/2021 de fiasco. Incontestavelmente.

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