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André Avlis

Sobre o autor

Radialista, natural de Maceió, cresceu em Arapiraca e trabalhou nas rádios, Cidade, A Voz do povo é a voz de Deus, Metropolitana FM, Novo Nordeste, Nova FM e atualmente trabalha na Pajuçara FM.
Postada em 14/05/2019 07:49
CSA: Venda de mando de campo é bom para o clube, mas fere o torcedor
Presidente Rafael Tenório não descarta a possibilidade de vender alguns jogos do clube na Série. Segundo o que diz a CBF, todos têm direito de vender cinco partidas.

Decaída e ascensão. Do fundo do poço, ao ressurgimento. Inatividade e calendário cheio. Poderiamos resumir assim, a vida do CSA nos últimos anos.

Ao subir para a elite do futebol brasileiro, o Azulão mudou de patamar. Conseguiu acessos consecutivos da Série D até à Série A. Único time brasileiro que conseguiu tal proeza. Porém, antes das glórias, tiveram dias negros. Sombrios. De rabaixamentos para a segunda divisão do estadual, a um clube de apenas um semestre ou menos. O Azulão atravessou o deserto, comeu o pão que o inimigo amassou. E nesse período, apenas uma coisa não desgrudou do clube. A sua apaixonada torcida.

Os fatores e aspectos citados são sempre os valores em jogo. As vendas de partidas seriam dos jogos contra times de maior expressão. Ou seja, a grana seria maior e deixaria os cofres do clube ainda mais gordos. Outra explicação é a capacidade do Rei Pelé (15 mil), que não possibilitaria um valor tão alto em renda, quanto a venda de um jogo. É algo discutível.

Para mim, quaisquer fatores, motivos e aspectos vão ferir o torcedor. Caso aconteça essas possíveis vendas. 

No escudo do CSA tem a frase "União e Força". Essa frase retrata a sua torcida. Ela que ficou unida ao clube, desde os dias ruins. E deu a força necessária para que esse momento atual acontecesse. Então, para mim é desrespeito com quem não abandonou o clube. As pessoas que hoje estão no CSA, possivelmente não sofreram o tanto que os azulinos sofreram. Ou certamente.

Quando o improvável aconteceu e o CSA conseguiu chegar a Série A, o pensamento da maioria era só um: Realizar o sonho de ver o time jogando a Série A em casa. No Rei Pelé. Lá, palco de vários dias tristes. E outros tantos felizes. Então, não é justo acabar com um sonho. Ainda mais de quem nunca desamparou o clube.

Portanto, se acharem necessário vender, que vendam. Mas estarão ferindo o único patrimônio infinito e imortal de um clube. Sua torcida. Ela que não acaba e não passa. E lembrem-se! As pessoas que estão hoje dirigindo o clube, passarão. O CSA e seus torcedores continuarão. Feridos ou não.

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