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André Avlis

Sobre o autor

Radialista, natural de Maceió, cresceu em Arapiraca e trabalhou nas rádios, Cidade, A Voz do povo é a voz de Deus, Metropolitana FM, Novo Nordeste, Nova FM e atualmente trabalha na Pajuçara FM.
Postada em 06/12/2019 08:56
A bagunça coletiva que pode acontecer no futebol alagoano
Federação Alagoana de Futebol (FAF) entrará em recesso dia 13 de dezembro.

Que o futebol alagoano já uma bagunça, a gente já sabe. Mas por incrível que pareça, pode piorar.

O atual cenário é um prenúncio. Um dos feras e mais conceituados repórteres esportivos do nosso estado, Eduardo Cardeal, levantou um assunto (em sua rede social) que já estava, também, me deixando com uma pulga atrás da orelha. Entendam:

A Copa Alagoas terá início no dia 04 de Janeiro, antes seria no dia 02. Porém, a entidade entrará em recesso no dia 13 de Dezembro. Lembrando que a Copa não terá CRB e CSA.

Pois bem. Para amenizar a situação, a FAF informou que vai disponibilizar neste mês de dezembro, funcionários a caráter de plantão. Nos dias 16 e 17. Vale ressaltar, também, que o número mínimo de atletas registrados no BID para início da competição, tem que ser de 18. E, as atividades na Federação voltarão no dia 16 de Janeiro.

Outro ponto importante: as datas foram mostradas e regulamentadas no arbitral da competição.

Agora vamos a outro fator. A grana, com relação a taxas e transferências.

Para um atleta que já atuava em Alagoas e trocará apenas de clube, a taxa é de R$350; para o atleta vindo de outra federação, segue o valor da taxa (R$ 350) mais o valor da transferência que é de R$ 1.500; além disso para quem vem de fora e recebe mais que um salário mínimo, soma-se as duas taxas (350 e 1500 R$), acrescida de R$ 50.

Então, peguemos o exemplo do ASA. Foram 16 contratações e 14 jogadores de fora. Se pegarmos todas as taxas e transferência, o clube gastará cerca de R$ 26.400. Claro, que existem acordos com jogadores e empresários, onde algumas taxas são divididas de acordo com o acordado (algo normal no futebol).

Desse modo, as chances desses clubes participantes da Copa Alagoas não estarem com força máxima, no início da competição, são altíssimas. No entanto, vale lembrar, novamente, que tudo isso foi mostrado no arbitral. Ou seja a correria exacerbada de sempre acontecer, já sabemos de quem é a responsabilidade.

Portanto, esses aspectos são mais dos alguns e outros, da bagunça que é o futebol de Alagoas. E bagunça coletiva, entre Federação e clubes. Algo que se fosse para dividir "culpa", nós não saberíamos como separar.

É o retrato da decadência que a cada ano aumenta, de nível técnico a organização. Mais do mesmo. Outra vez e mais uma vez.

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