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André Avlis

Sobre o autor

Radialista, natural de Maceió, cresceu em Arapiraca e trabalhou nas rádios, Cidade, A Voz do povo é a voz de Deus, Metropolitana FM, Novo Nordeste, Nova FM e atualmente trabalha na Pajuçara FM.
Postada em 02/07/2020 08:51 | Atualizada em 02/07/2020 08:54
FUTEBOL: Baile Rubro-Negro em campo e recorde imponente fora dele
No Maracanã, Flamengo vence o Boavista por 2 a 0, garante primeiro lugar geral no Campeonato Carioca, pode conquistar o título geral em mais dois jogos e bate recorde em audiência na internet.
Logo da FlaTV, canal oficial do Flamengo.

  Em campo, nada mudou. Fora dele, um marco foi conquistado.

A luta ou briga pelos direitos das transmissões continua. Única equipe do Campeonato Carioca que não entrou em acordo com a Globo, o Flamengo considera ter direito de mostrar seus jogos como mandante após uma Medida Provisória assinada por Jair Bolsonaro no último dia 18 mexido nas regras de direitos de futebol.

Todo o imbróglio e litígio devem perdurar nos próximos dias. Contudo, voltemos ao ponto alto da noite da última quarta-feira (02).

Na estreia de imagens do Flamengo na FlaTV, canal oficial do rudro-negro no YouTube, pode-se dizer que a vitória em campo ficou em segundo plano. Sem demagogia nenhuma.

O recorde de audiência que anteriormente era do jogo entre Inter e Grêmio, pela Taça Libertadores, foi ultrapassado, tratando-se de transmissão de internet no Brasil. O jogo foi de Flamengo x Boavista foi exibido no Facebbok, Youtube, Twitter e Mycujoo.

A partida do Estadual ultrapassou a marca de 2 milhões e 200 mil espectadores simultâneos por volta das 22h15. O recorde antigo era de 2 milhões e 100 mil. Além da marca grandiosa amplamente falando, a transmissão se tornou o jogo ao vivo mais visto no YouTube brasileiro em todos os tempos, ao passar de 2 milhões de espectadores únicos.

Opinião:

Tal episódio pode, também, ser um divisor de águas quando se fala em transmissões de jogos. Sabemos que há anos um monopólio foi criado quando se trata de televisão aqui em nosso país. Fato.

Com isso, algo popular tornou-se, em partes, elitizado - falando de torcida, espectador e telespectador em si. Muito pelo fato dos valores cobrados em pacotes de pay-per-view e de TV a cabo. Ou seja, chegar num acordo e consenso para facilitar o acesso de transmissão para o torcedor é algo totalmente relevante. Até porque ele é principal cliente.

Já na parte de instituições, os clubes, o entendimento deverá ocorrer para que a melhoria seja de forma coletiva e justa. Ou seja, se for para beneficiar, que seja no futebol em um todo. Coletivizar valores e deixar algo atrativo para quaisquer dos escalões. Pois não adianta pensar na "elite" se os tidos como menores não forem, também, favorecidos.

Apesar de ser algo difícil, pois vários clubes dependem de cotas de TV para "sobreviver". Inclusive, com contratos extensos e que continuam em vigor.

É um assunto totalmente complexo. A discussões vão continuar por muito tempo. No entanto, se uma revolução for feita para mudar tal cenário, que seja feita. Lógico, sem a má política, egoísmo, arrogância, mau-caratismo ou qualquer podridão que é enraizada no futebol brasileiro.

No mais, presenciamos um marco em nosso futebol. A Nação, mais uma vez, não decepcionou.

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