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André Avlis

Sobre o autor

Radialista, natural de Maceió, cresceu em Arapiraca e trabalhou nas rádios, Cidade, A Voz do povo é a voz de Deus, Metropolitana FM, Novo Nordeste, Nova FM e atualmente trabalha na Pajuçara FM.
Postada em 27/11/2019 07:39 | Atualizada em 27/11/2019 07:41
ASA: "Rejeição" de alguns torcedores com jogadores da região tem explicação
Alguns torcedores discutiram, fizeram enquetes e "descartaram" alguns nomes citados que poderiam jogar no ASA.

A cultura do clube reflete em opiniões de alguns torcedores. Tipo o vírus que assola o ASA. O chamado "santo de casa não faz milagre".

Estive acompanhando durante alguns dias algumas situações. De nome ou nomes ventilados para defender o clube e uma delas me chamou atenção: A do meia-atacante Dudé, jogador "criado" no clube e que teve passagem vitoriosa no futebol da Indonésia. Conquistando títulos importantes e sendo destaque.

Outros nomes de jogadores da região foram citados e também descartados por alguns torcedores. Esse foi para ilustrar e contextualizar.

Eu sei o motivo, é algo simples. A única e solitária razão de que são de Arapiraca ou do entorno.

Muito se fala em desrespeito, ingratidão e outros fatores para o caso principal citado a cima, ou outros também. Porém, vale lembrar que o jogador foi um dos únicos que ao sair do clube, não o colocou na justiça e pediu apenas sua liberação. Ao contrário de outros. Enfim.

Essa é antipatia com atletas da casa não é novidade. Para jogar no clube, o garoto da cidade tem que fazer o dobro, o triplo ou mais. Pois, se não fizer, não serve. E não sou eu que estou dizendo, é o histórico.

Como eu não tenho a memória curta, lembro de alguns casos dos chamados "ídolos".

Já vi jogador sem comprometimento, sem profissionalismo e com muita falta de responsabilidade. Vi atletas que vêm para Arapiraca "roubar" (gíria do futebol para quem só enrola). Alguns nem chegaram a jogar, outros jogaram ou fizeram que jogaram e que ao saírem, colocaram o time na justiça. Mas, são tratados como ídolos. Apenas por um motivo: são de fora.

Vi jogador que pintava e bordava. Fazia de um a tudo. Mas a desculpa era que resolvia em campo. Até viraram ídolos. Ou seja, são contradições de opiniões.

Outros exemplos foram e são em jogos. Se um "forasteiro" chega para jogar e vai mal em algumas partidas, o que se fala é em dar tempo ao jogador, ter cautela. Caso seja um menino da base ou jogador da cidade, "ele não tem condições de vestir a camisa do clube". Uma pressão demasiada e desnecessária.

Posso dizer que conheço de perto a realidade. Muitos desses jogadores de Arapiraca e região, foram e são até melhores que vários que chegaram e chegam no ASA. E falo isso sem medo de errar. Porém, a cultura, desprezo ou má vontade do clube é maior.

Para refrescar ainda mais a memória e lembrar da história, citarei alguns fatos. Nos títulos estaduais de 2000, 2001, 2003, 2005, 2009 e 2011; no acesso para a Série B, em 2009 e na melhor campanha do clube da Copa do Nordeste de 2013, quando chegou a final, uma coincidência aparece. Em todos esses bons momentos, tiveram participações de jogadores da base e região. Legal, né?!

Então, essa rejeição tem motivo e está ilustrada no texto. Alguns não gostam da pessoa, por ser da cidade; outros têm até inveja por alguns conseguirem jogar no seu clube do coração. Como eu aprendi a "cuidar de casa" e consequentemente dos "meus", a bandeira continuará sendo levantada. O que precisa mudar é a cultura do clube. De achar que tudo que vem de fora é bom e que os daqui não servem.

E para parte da torcida, eu entendo. Pois, " pau que bate em Chico, não bate em Francisco".

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