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Postada em 26/02/2026 15:22 | Atualizada em 26/02/2026 17:49 | Por Todo Segundo

Motorista do ônibus da tragédia da AL-220 recebe alta e será ouvido

Acidente deixou 16 mortos, incluindo crianças, e dezenas de feridos, em São José da Tapera
Acidente deixou 16 mortos, incluindo crianças, e dezenas de feridos, em São José da Tapera - Foto: Reprodução

O motorista do ônibus que tombou na AL-220 e deixou 16 mortos em São José da Tapera recebeu alta médica e será ouvido pela Polícia Civil de Alagoas nos próximos dias. A oitiva é considerada uma etapa crucial para o esclarecimento das causas do acidente.

Ao longo desta semana, os investigadores colheram depoimentos de passageiros, motoristas que integravam a comitiva e representantes da Prefeitura de Coité do Noia, responsáveis pela organização da romaria. Segundo o delegado Diego Nunes, titular do 43° Distrito Policial, as oitivas permitiram esclarecer pontos relevantes sobre a dinâmica do acidente, representando avanços significativos na apuração dos fatos.

Apesar disso, a conclusão definitiva sobre as causas do acidente ainda depende da finalização do laudo pericial, que está em elaboração. A Polícia Civil reforça que outras testemunhas ainda serão ouvidas para assegurar a completa investigação e a identificação de eventuais responsabilidades.

O Acidente

No dia 3 de fevereiro de 2026, por volta das 7h30 da manhã, um ônibus que transportava romeiros do município de Coité do Noia tombou em um trecho sinuoso da AL-220, conhecido como “Curva do S”, nas proximidades do Distrito Caboclo, em São José da Tapera, no Sertão de Alagoas.

O veículo retornava de Juazeiro do Norte (CE), onde os passageiros haviam participado da Romaria de Nossa Senhora das Candeias, um dos maiores eventos religiosos do Nordeste.

O acidente deixou 16 mortos — incluindo quatro crianças, sete mulheres e cinco homens — e dezenas de feridos, que foram encaminhados para hospitais da região e da capital, Maceió.

Equipes do Corpo de Bombeiros, Samu, Polícia Militar e DEA atuaram rapidamente no resgate das vítimas, enquanto a Polícia Civil e a perícia técnica iniciaram diligências para apurar as causas do tombamento.

Segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o ônibus não possuía autorização para transporte interestadual, configurando transporte clandestino, fator que integra a investigação policial.

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