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Política
Postada em 20/03/2026 16:38 | Atualizada em 20/03/2026 16:51 | Por Todo Segundo

Prefeitos do MDB marcam presença em ato de Lira e elevam tensão com os Calheiros

Presença de aliados de Renan Calheiros no evento de Arthur Lira repercute no cenário político
Prefeitos do MDB aparecem em peso em ato de Lira e ampliam pressão sobre os Calheiros - Foto: Reprodução

A presença de prefeitos do MDB — partido historicamente ligado à família Calheiros — no lançamento da pré-candidatura de Arthur Lira ao Senado Federal, nesta sexta-feira (20), em Maceió, escancarou um novo movimento no tabuleiro político alagoano e chamou atenção pela quebra de alinhamentos tradicionais.

O evento, que marcou o início da caminhada de Lira rumo ao Senado, reuniu mais de 80 prefeitos de diversas regiões do estado, além de parlamentares e lideranças políticas. No entanto, o destaque ficou por conta da adesão de gestores filiados ao MDB, partido comandado em Alagoas pelo grupo político dos Calheiros, historicamente adversário direto de Lira.

Entre os nomes presentes estavam Marcelo Beltrão, de Coruripe, e Luciano Barbosa, de Arapiraca, Ronaldo Lopes, de Penedo, e Delmiro Gouveia, Ziane Costa — todos vinculados ao MDB. A participação desse grupo reforça o caráter suprapartidário do ato, mas também evidencia possíveis fissuras ou reposicionamentos dentro da base política ligada aos Calheiros.

Principal liderança do MDB no estado, Renan Calheiros tem, ao longo dos anos, protagonizado embates políticos com Lira, tornando o gesto dos prefeitos ainda mais significativo no cenário pré-eleitoral.

Durante o evento, Arthur Lira destacou a construção coletiva de sua pré-candidatura e a força do apoio municipalista. “É uma pré-candidatura construída na base, conversada com prefeitos, vereadores, municípios, sociedade civil e setores produtivos. São mais de 80 prefeitos aqui presentes. Essa relação de confiança é construída com trabalho e compromisso ao longo dos anos”, afirmou.

Nos bastidores, a presença de prefeitos do MDB ao lado de Lira é vista por alguns como uma traíção histórica ao grupo dos Renans, enquanto outros interpretam o gesto como pragmatismo político, uma forma de lideranças locais manterem diálogo com diferentes forças em busca de influência e recursos para seus municípios.

O movimento também antecipa um cenário eleitoral mais complexo em Alagoas, onde alianças históricas podem ser revistas diante da disputa por espaço no Senado. A aproximação, ainda que pontual, entre figuras do MDB e o principal adversário do grupo dos Calheiros sinaliza que a corrida eleitoral de 2026 no estado deve ser marcada por rearranjos estratégicos e disputas intensas.

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