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André Avlis

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Radialista, Cronista e Comentarista Esportivo!
Postada em 22/01/2026 14:51

ASA: Dico Woolley criou um "problema" para ele mesmo no jogo contra o Coruripe

Alvinegro volta a campo neste domingo (25) para enfrentar o CSE no "Clássico do Interior"
Dico Woolley, técnico do ASA - Foto: Pablício Vieira/ASA

Um quebra-cabeça criado de forma involuntária.

O ASA venceu, e muito bem, o Coruripe por 2 a 0 nessa quarta-feira (21), jogando em Arapiraca. Até o momento foi a partida que o time alvinegro mais construiu e definiu suas jogadas. O placar final poderia ser mais elástico, inclusive.

Para o confronto, o técnico Dico Woolley promoveu algumas mudanças no time titular. Algumas para observações, outras por necessidade de preservar e descansar alguns atletas.

O ASA iniciou o jogo com Cris Teixeira; Léo Príncipe, Cristian Lucca, Fábio Aguiar e Arthuzinho; Jeferson Lopes, Allef e Sammuel; Wandson, Gustavo Ramos e Alex Bruno. A configuração do seu esquema tático não foi alterado. A equipe alvinegra se manteve no 4-2-3-1/4-2-1-3.

Destacando primeiro o setor de meio-campo, com Jeferson Lopes de primeiro volante, fazendo o jogo de sustentação e protegendo a frente da zaga; Allef - um dos melhores em campo - tendo a possibilidade de atuar numa faixa de campo mais adiantada; Sammuel como meia, conseguiu dar dinâmica ao jogo e teve liberdade para flutuar e se movimentar por uma todos setores ofensivos, especialmente dando suporte para aproximações nos dois corredores laterais.

Allef, por ter mais liberdade para avançar, foi o 'elemento surpresa' do ASA. Participou muito bem das duas fases do jogo e conseguiu boas infiltrações que fizeram com que a defesa adversária fosse induziada a erros nas trocas de posicionamento. Foi importante para preencher o espaço deixado por Sammuel no momento em que o meia acionava o jogo de aproximação para construir as jogadas.

No ataque, Gustavo Ramos entregou o que estava faltando na fase ofensiva da equipe: o ataque à última linha do adversário e a busca pela profundidade. Seu gol, inclusive, foi construído desta maneira. Um passe para frente e no espaço vazio do Sammuel através do espaço gerado a partir da movimentação do atacante para o fundo do campo.

Na defesa, o time de Dico pouco sofreu. Conseguiu mais uma vez ser um time organizado e compacto no momento sem a bola.

Embora o ASA tenha tido certas dificuldades no início do confronto para desenvolver seu jogo, a partir do momento que a equipe melhou o ritmo, ajustou posicionamento e deu mais dinâmica para desequilibrar a defesa do Coruripe, o jogo fluiu muito bem. Uma vitória segura, consistente e incontestável.

É óbvio que o time ainda precisa melhorar em alguns aspectos. A evolução é constante. Além disso, o Gigante ainda não é um time pronto.

No entanto, pelo nível de desempenho individual de alguns jogadores, o que potencializou o jogo coletivo, é certo que o técnico Dico Woolley neste momento está com uma pulga atrás da orelha. A típica 'dor de cabeça' boa gerada pela performance de seus jogadores. E um "problema" criado por ele mesmo. 

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